Entretanto, podem dar a vossa opinião nas seguintes votações online:






No final da tarde de ontem, foi disponibilizado o arquivo de emails de Luís Bernardo, diretor de comunicação do Benfica. Como seria de esperar, e juntando a outros emails encontrados nos arquivos de Pedro Guerra e Paulo Gonçalves, abriu um pouco mais o livro de como o Benfica se movimenta nos bastidores para fazer passar a sua mensagem.

Infelizmente, nada que nos surpreenda. Vou fazer um pequeno apanhado de casos que nos mostram a abrangência da ação do Benfica ao nível da comunicação - comunicação oficial, não oficial, relacionamento com jornal e jornalistas, e as diversas formas que encontram para atacar os adversários.

Seguem então sete exemplos. Podiam ser muitos mais, é possível que recupere este tema no futuro e coloque aqui outras situações, mas estes chegam para dar uma ideia de como a coisa funciona.


I. Questões para Diamantino 

No dia 7 de setembro de 2016, Carlos Janela enviou a Luís Bernardo um email com perguntas que tinha feito para entregar a Diamantino. As questões delineadas por Janela são uma delícia, ao estilo da propaganda mais descarada, e feitas para orientar as respostas no sentido que interessava.

(via )

A primeira pergunta que poderá surgir, ao ler isto, é: por que razão é que Janela enviou perguntas para Diamantino. A resposta é muito simples: nesse mesmo dia, 7 de setembro de 2016, a TVI realizou uma entrevista a Luís Filipe Vieira, dividida em duas partes. A primeira parte foi realizada no Jornal das 8 por José Alberto Carvalho. A segunda parte foi realizada logo a seguir, na TVI24, com entrevistadores convidados: Pedro Ribeiro, Domingos Amaral e... isso, acertaram... Diamantino.

Para Janela não bastava haver três entrevistadores naturalmente alinhados com o entrevistado - pela sua condição de benfiquistas pouco depois da conquista do Tri -, foi também necessário garantir que as perguntas certas eram colocadas. Nunca vi tal atestado de estupidez passado a alguém, o que, no caso de Diamantino, até é compreensível.

Podíamos perder tempo a comparar as perguntas que Diamantino fez com as que Janela lhe enviou, mas seria perda de tempo. Fiquemo-nos por aqui: foi isto que escrevi na altura sobre essa entrevista:

(link desse post: )

Ai, ai, estas teorias da conspiração...


II. Comunicação não oficial, a outra face do "não falem nos outros" (imagens via )




Não há muito para dizer. O clube do presidente-estadista, nas modalidades, está disposto a pagar a pessoas para prepararem material que lhes permita condicionar os jogos seguintes, utilizando contas não oficiais nas redes sociais. Agora imaginem aquilo que estarão dispostos a fazer no futebol.


III. O boneco

Não bastam as cartilhas. Aqui pode ver-se Janela a enviar um texto para Hugo Gil publicar "como se fosse seu".


IV. Peça à medida (via )

No dia 18 de novembro de 2008, o Diário de Notícias fez um artigo em que Paulo Gonçalves garantia que não existia no Benfica tratamento de favor às claques.


Nesse mesmo dia, Paulo Gonçalves recebeu o seguinte email do jornalista que escreveu o artigo:


Sim, o mais importante numa peça jornalística é que fique à medida das expetativas de um dos lados da questão.


V. Luís Bernardo a distribuir jogo pelos jornais

Exemplo de emails iguais enviados a jornalistas d' A Bola (Nuno Paralvas), Record (Vanda Cipriano) e CM (Pedro Sousa), para alertar de um potencial problema para Jorge Jesus após a sua expulsão no V. Setúbal - Sporting.





VI. A página Sporting Comédia de Portugal tem dono

A página de Facebook Sporting Comédia de Portugal, que se dedica exclusivamente a tentar humilhar o Sporting, é administrada por Tiago Bento Ferreira... funcionário do Benfica. 


E depois dizem que os outros é que são antis...

VII. Cumplicidades

José Manuel Delgado a dar conselhos a Paulo Gonçalves sobre a estratégia a seguir.










Justíssimo! Parabéns, Rui!


Cristiano Ronaldo e Pepe são os outros portugueses nomeados.


Lista dos nomeados:

Sergio Agüero
Pierre-Emerick Aubameyang
Gareth Bale
Gianluigi Buffon
Cristiano Ronaldo
Kevin De Bruyne
Paulo Dybala
Diego Godin
Antoine Griezmann
Gonzalo Higuain
Zlatan Ibrahimovic
Andrés Iniesta
Koke
Toni Kroos
Robert Lewandowski
Hugo Lloris
Riyad Mahrez
Lionel Messi
Luka Modric
Thomas Müller
Manuel Neuer
Neymar
Dimitri Payet
Pepe
Paul Pogba
Rui Patricio
Sergio Ramos
Luis Suarez
Jamie Vardy
Arturo Vidal






Começa a ser uma ciência: quando o Sporting ganha à tangente, pode-se aferir a importância da vitória e o nível da azia dos rivais pelo tempo que o presidente do clube adversário passa na sala de imprensa após o final da partida. Nesse sentido, considerando que defrontávamos uma espécie de Benfica C (sendo que o Braga é o Benfica B e o Benfica B é o Benfica D), o jogo de ontem não poderia ter terminado de forma mais apropriada para testar a teoria acima exposta. Golo marcado nos descontos dos descontos dos descontos que deu direito a um presidente na sala de imprensa a mostrar fotos de mazelas de jogadores em lances perfeitamente limpos e a barafustar com a compensação de tempo demasiado esticada por João Capela (aqui com alguma razão, admita-se). Sendo esse presidente um benfiquista assumido que tem o condão de contagiar esse benfiquismo aos treinadores e jogadores que lidera sempre que a sua equipa defronta um grande - principalmente quando o adversário é o Benfica - é fácil compreender a sua a frustração - não tanto pelo ponto perdido - que não lhe deverá fazer particular falta, considerando que o objetivo da manutenção está bem encaminhado -, mas sobretudo pela mala que voou e pela impossibilidade de um certo rival do seu adversário poder assumir o segundo lugar isolado na classificação. Há dias assim.

Foto: Vítor Parente / Kapta+ (zerozero.pt)



Até ao fim - as circunstâncias eram bastante desfavoráveis: havia o desgaste acumulado durante a semana com duas viagens intercontinentais e uma partida exigente, e, para piorar, um dos poucos jogadores poupados a esse esforço foi expulso, deixando a equipa em desvantagem numérica durante meia-hora. Jesus preferiu não mexer na equipa e colocou William como central improvisado. Como seria de esperar, o Sporting não foi capaz de fazer um final de partida tão esclarecido como seria desejável, mas nem por isso deixou de criar ocasiões para marcar. Foi um daqueles jogos ganhos com o coração, graças à superação de esforço de todos os que estavam em campo. Vitória hardcore, mas inteiramente merecida.

A importância de ter Dost - marcou mais um golo que foi só encostar, correspondendo a um magnífico cruzamento de Acuña, mas o holandês teve participação decisiva na construção da jogada, fazendo a ligação com Bruno Fernandes (que depois faria o passe para Acuña) com um precioso toque em habilidade. Não marcou o segundo golo, mas também teve um papel fundamental na jogada ao servir Doumbia com um toque de cabeça em esforço. Ricardo Costa antecipar-se-ia ao costamarfinense desviando a bola para o poste, e Coates faria o resto. O regresso de Dost não podia ter corrido de melhor forma.

A resposta ao golo do Tondela - boa reação da equipa, que aumentou a velocidade de execução e a pressão sobre o adversário, encostando o Tondela às cordas. O golo de Dost surgiu com naturalidade, e a equipa poderia ter perfeitamente chegado ao intervalo em vantagem.



Equipa hardcore - Pepa prometeu e a sua equipa não o desiludiu. A partir do momento em que o Sporting começou a mandar no jogo, o Tondela entrou em modo castanhada e conseguiu superar largamente a média que faz deles a equipa mais faltosa da liga. 24 faltas, algumas delas bastante duras e que não nem sempre foram punidas em conformidade, que ajudará a subir a média de 18 faltas que tinham até esta jornada. Curiosamente, Pepa ainda não explicou em que ilha deserta ficou perdida a equipa hardcore no dia do jogo contra o Benfica, partida que apenas cometeram... 8 faltas. Uma equipa pouco séria, que tem por hábito ser das mais duras do campeonato, mas que estende a passadeira quando o adversário ao Benfica. A rábula do presidente do Tondela após o final do jogo foi a cereja no topo do bolo. Se há uma equipa que merece perder desta forma hardcore, o Tondela é seguramente uma delas.

(via )



A arbitragem - João Capela fez uma excelente arbitragem... até ao tempo de descontos da primeira parte. Deu apenas um minuto adicional (quando houve uma assistência que, sozinha, durou quase dois minutos) e nem deixou marcar um canto conquistado antes desse minuto adicional se ter esgotado. A segunda parte foi muito fraca, com erros para os dois lados. O mais falado é, obviamente, a extensão do tempo de descontos da segunda parte, que foi exagerado (apesar de não tão exagerado como se diz por aí, pois houve imensas paragens após os 90'). Mas, por outro lado, os quatro minutos de descontos, numa segunda parte que teve muitas paragens e substituições, foram compensação demasiado curta. Mathieu foi bem expulso, mas Pedro Nuno devia ter visto também ordem de expulsão - segundos antes tinha simulado uma falta sem ver amarelo, e a varridela a Rúben Ribeiro foi alaranjada. Pareceu-me haver um penálti por assinalar sobre Coates aos 73', mas infelizmente o VAR não fez a revisão desse lance. O amarelo a Murillo por simulação não faz sentido: apesar de não ter havido penálti, o desequilíbrio é natural face à pressão que estava a sofrer de ambos os lados. Coates devia ter visto amarelo por tirar a camisola nos festejos. Arbitragem obviamente negativa, mas não tão inclinada quanto os Benfica Press's da vida quererão fazer crer.

A expulsão de Mathieu - segundo amarelo bem visto, numa asneira pouco compreensível num jogador tão experiente. Esteve muito perto de comprometer decisivamente a conquista dos três pontos.



Nota artística: 4 até à expulsão, 3 no geral.

MVP: Bas Dost



Vitória hardcore, obtida no final de um tempo de descontos hardcore, contra uma equipa que prometia ser hardcore e foi efetivamente hardcore. Curiosamente, foi uma espécie de reedição do jogo de estreia do Tondela na I Liga, em casa emprestada... contra o Sporting, que também terminou em 2-1, com o golo da vitória a surgir aos 98'. Três pontos absolutamente fundamentais.






"As justificações que me deu, e que não tinha de dar, ficam entre nós, mas caramba, ambos merecíamos uma despedida que não cheirasse a saneamento, numa altura em que tenho sido um dos mais assumidos críticos dos e-mails da vergonha."

As linhas que podem ler em cima são parte do último texto que Eduardo Barroso escreveu o jornal A Bola, colocando fim a uma colaboração que durou vários anos. Segundo se pode ler no artigo publicado ontem, a iniciativa desta decisão partiu do próprio jornal. Eduardo Barroso faz várias referências à forma como lhe foi comunicada a medida, e a ideia que deixa passar - de forma suficientemente explícita - é que não terá sido Vítor Serpa o seu promotor principal. Ora, não tendo a ideia partido do diretor do jornal, então é bem possível que o responsável tenha sido José Manuel Delgado - restando saber se por ter cedido à pressão do Benfica, ou se por ter antecipado que Barroso se poderia tornar numa voz demasiado dissonante em relação à linha editorial do jornal.

Convém puxarmos a cassete um pouco atrás para relembrar algo que é extremamente importante. Goste-se ou não se goste do estilo, há uma coisa que, mesmo não o conhecendo pessoalmente, me sinto à vontade de escrever sobre Eduardo Barroso: é muito difícil encontrar, de entre os sportinguistas que habitualmente dão a cara pelo clube, alguém que seja mais independente: independente em relação à direção do Sporting, porque não me parece que tenha ambição de voltar a ter um cargo de maior relevo que o atual (é Conselheiro Leonino, tendo sido por sua iniciativa que não se candidatou a PMAG na lista de Bruno de Carvalho em 2013); e independente em relação aos canais de televisão e jornais onde comentou, pois não precisa deles nem para ganhar visibilidade, nem por questões financeiras. 


Essa independência é facilmente comprovável. Apesar de ter sido eleito PMAG pela lista de Bruno de Carvalho em 2011, soube manter uma postura de total lealdade institucional com a direção de Godinho Lopes. Perante o descalabro desportivo e financeiro e a progressiva contestação dos sócios, Eduardo Barroso acabaria por se tornar um dos motores que levaram à realização de novas eleições - das quais, sabiamente, se auto-excluiu. 

O facto de ser um acérrimo defensor de Bruno de Carvalho não afeta a sua independência, pois não existe qualquer incompatibilidade entre ser-se independente e ser-se acérrimo defensor de alguém. Eduardo Barroso defende Bruno de Carvalho com unhas e dentes porque percebe o trabalho meritório do presidente. Como independente que é, acredito que, num cenário em que a qualidade do trabalho de Bruno de Carvalho caísse a pique, Eduardo Barroso não deixaria de fazer as críticas que entedesse serem justas. 

Eduardo Barroso é genuino no seu comentário, no sentido em que não consegue esconder a alegria ou a mágoa em função do momento em que o clube atravessa. Acredito que não concorde com tudo o que diz e faz Bruno de Carvalho, mas, por uma questão de lealdade, prefere salientar o que de bom é feito - e ainda bem que é assim, porque já há demasiados notáveis com espaço na imprensa que têm a crítica na ponta da língua e são muito ponderados e poupados no momento de elogiar. É importante para o clube que haja quem sirva de contraponto à opinião dominante - que, infelizmente, é claramente desfavorável a tudo o que o Sporting e o seu presidente façam.

E é por isso que acho repugnante a opção que o jornal A Bola tomou ao sanear Eduardo Barroso da sua equipa de comentadores afetos a um clube. De certeza que não foi por uma questão de independência, nem foi por uma questão de qualidade da escrita ou por falta de cordialidade (que raio, se qualidade de escrita e cordialidade fossem critérios relevantes, Rui Gomes da Silva teria sido corrido ao fim de meia-dúzia de artigos). 

Sobra a alternativa: Eduardo Barroso foi afastado por ser um acérrimo defensor de Bruno de Carvalho.

Infelizmente, A Bola tem uma rica tradição em sanear espaços de comentário sportinguistas que se tornam incómodos, ao contrário do que acontece com espaços afetos a outros clubes. José Diogo Quintela saiu porque a direção do jornal decidiu tomar partido no diferendo que tinha com Miguel Sousa Tavares (que ainda hoje escreve no jornal), e antes disso também o Visconde do Lumiar foi afastado de forma algo repentina.

Nada que surpreenda num jornal que há muito que decidiu ser um meio de comunicação oficioso do Benfica, que demonstra parcialidade e tendenciosidade numa base diária. Atenção que há bons profissionais naquele jornal - muitos dos quais são sportinguistas -, mas a direção está completamente minada de gente que não nasceu para ser jornalista.

Voltando a Eduardo Barroso, espero que continue a dar a cara pelo clube. Sportinguistas como ele fazem falta. Quando Bruno de Carvalho fala em militância, é disto a que se refere. Pena que não existam muitos mais.

P.S.: Sobre a direção d' A Bola, há uma boa e uma má notícia. A boa é que Serpa e Delgado estão de saída. A má é que os que aí vêm ainda são piores.






Inclui comentários de André Dias Ferreira. Vale a pena ouvir.







Um golo que valeu a vitória no campo do 2º classificado da série que o Sporting disputa, o A-dos-Francos. Grande jogada, grande golo!


O campeonato de juniores femininos joga-se em futebol de 9, devido à falta de jogadoras - muitas jogadoras com idade de júnior participam no campeonato sénior. Apenas existe futebol de 11 no futebol sénior. A classificação da série D está assim ordenada:








Ainda sobre a forma como as notícias se vão dando por cá - inseridas num cenário mágico repleto de arco-iris e unicórnios a saltitar em prados avermelhados quando os visados são uns, e anunciadas acompanhadas pelo som das sete trombetas apocalípticas quando são outros -, acho interessante fazer um apanhado de alguns exemplos.

Começo pela transferência de Gabriel Barbosa. Como todos sabem, é um jogador em que o Sporting esteve interessado em obter também por empréstimo. O Sporting queria Gabriel Barbosa, e Gabriel Barbosa parecia querer o Sporting, chegando ao ponto de, a determinada altura, ter passado a seguir o clube na sua conta de Instagram. O problema é que, segundo as notícias que foram sendo publicadas, Bruno de Carvalho queria que o Inter assumisse o pagamento da totalidade do salário do brasileiro.

O interesse mútuo acabou por esfriar ainda antes de o Porto ou o Benfica terem demonstrado interesse em contratá-lo. Suponho, portanto, que o Inter não terá concordado com as condições que o Sporting propunha - nomeadamente o pagamento integral dos salários.

No entanto, olhando para a primeira página d' A Bola de ontem, pode ler-se que...


... os italianos pagam a totalidade do salário. Estranho, considerando que a transferência para o Sporting terá caído precisamente pelo facto de os italianos não quererem ficar responsáveis por 100% do salário. O que oferecia o Benfica a mais? A determinada altura, falou-se na inserção de Lisandro Lopez no negócio...


... mas, como também se sabe, isso acabou por não acontecer.

Mais estranho fica quando olhamos para o que os jornais italianos escreveram sobre o assunto:

in

Traduzindo do italiano: "O clube português assumirá quase metade do salário. Em Milão aguarda-se pelos documentos para fechar o negócio. Nas últimas horas foi feita uma sondagem por Lisandro Lopes. A operação pelo defesa central argentino de 28 anos com passaporte espanhol acabaria por ser colocada numa operação autónoma à que diz respeito da transferência do brasileiro. Para se confirmar a operação, falta também o acordo iminente entre Marselha e Mitroglou. Os franceses estavam interessados em Gabigol, mas acabaram por preferir o grego."

Segundo outras versões que já li por aí, o Benfica assume 40% dos 2,7 milhões limpos (que corresponde a cerca de 6 milhões brutos) que Gabriel Barbosa aufere. Ou seja, nesse cenário, caberá ao Benfica o pagamento de um total de 2,4 milhões em salários. Bastante abaixo do teto salarial do clube, mas, ainda assim, muito diferente do custo zero apregoado pelo jornal A Bola.

Gazzetta ou A Bola: algum dos dois jornais deu uma notícia errada. A lógica dirá que a discrepância entre as duas versões se explica com mais uma tentativa de uma das habituais fontes da Travessa da Queimada em dourar a pílula. Como sabemos, os responsáveis pelo jornal não se costumam armar em esquisitos para moldar determinadas realidades.






Craques a título póstumo. Não literalmente, obviamente, apenas no sentido figurado, é a última moda no carvão lançado pela máquina de comunicação benfiquista: os jovens jogadores do Sporting só passam a ser bons quando entra no plantel alguém que lhes possa fazer concorrência pelo lugar. Tanto quanto me lembro, o pioneiro desta tendência foi Pedro Guerra, na época passada, falando de Tobias Figueiredo. Enquanto Tobias jogava com frequência, nem um comentário. Quando apareceu Naldo e Tobias foi relegado para 4ª opção, aqui-d'el-rei!, que estão a amputar os sonhos de um jovem talento.

Mas, quer se goste, quer não, Pedro Guerra não esconde os seus interesses nem tem qualquer obrigação profissional de dar opiniões isentas e honestas. No entanto, não se pode dizer o mesmo de outro Guerra, o Fernando, um dos diretores-adjuntos do jornal A Bola, que, na noite do último domingo, conseguiu elevar esta técnica a um novo patamar, ao falar sobre Rúben Semedo:

(obrigado, sapinho!)

Agora que lhe cheira que a titularidade de Rúben Semedo poderá estar em risco pela chegada de Douglas, admite tacitamente que o jovem central já deveria ter sido chamado por Fernando Santos à seleção, e ainda consegue ter a distinta lata de direcionar a responsabilidade dessa não convocatória para Jorge Jesus (um dos ódios de estimação de Fernando Guerra, que já vem do tempo em que era treinador do Benfica), por causa de uma conversa que ele acha que poderá ter acontecido entre o treinador do Sporting e o selecionador nacional. 

Curioso, no entanto, que apesar de Rúben Semedo ser titular do Sporting há oito meses, Fernando Guerra não tenha ainda arranjado oportunidade nos seus espaços de opinião no jornal para o elogiar. Outros há que não precisaram de esperar tanto tempo para terem direito aos elogios do decano jornalista.


P.S.: curiosamente, há uma semana, em pleno período de compromissos das seleções, Fernando Guerra não se lembrou de escrever sobre a injustiça da não convocação de Rúben Semedo, preferindo dedicar a sua meia página das terças-feiras a elogiar Antero Henrique...


... curiosamente, acabado de sair do Porto. O mesmo Antero Henrique que, três anos antes, tinha sido alvo destas simpáticas palavras de Fernando Guerra:


Pois...






Nas primeiras páginas dos jornais de hoje existem duas referências ao aumento salarial de Coates.

O Jogo fala num esforço do clube para segurar Coates, pagando um salário anual de 2,6M e custos de intermediação...


... enquanto A Bola diz que Bruno de Carvalho fez do central o segundo jogador mais bem pago do plantel...


Em relação aos custos de intermediação, teremos de esperar pelo quadro das transferências que é hábito o clube publicar, para ficarmos a saber qual é o nível de "esforço" a que o Sporting foi obrigado a fazer. Recordo que o Sporting pagou uma comissão de 75.000€ na altura em que conseguiu o jogador por empréstimo - mas é expectável que, no contrato rubricado ontem, o valor de intermediação seja bastante superior.

Em relação ao salário, tomando por boa a informação d' O Jogo - 2,6 milhões por época -, já é possível perceber qual foi o nível de cedência da SAD às pretensões do jogador. Basta, para isso, recuperar o contrato que o Sporting e o jogador assinaram no final de janeiro de 2016, aquando da sua chegada por empréstimo - que mais tarde seria publicado pelo Football Leaks. Lá podemos ler o seguinte:


Ou seja, o salário anual de Coates era de 2,4 milhões de euros anuais. Isto significa que terá havido um aumento de 200.000 euros anuais, ou seja, falamos de um aumento de 8,3%. Menos, por exemplo, que a comissão de um Jorge Mendes.

Confirmando-se estes números, não se pode dizer que o Sporting tenha feito um grande esforço para segurar Coates.






O Sporting emitiu hoje dois comunicados através da conta "Comunicação SCP" que foram apagados do Facebook, seguramente por terem sido denunciados por uma série de benfiquistas que têm dificuldades em aceitar que outros façam uso da sua liberdade de expressão, a mesma liberdade de expressão que os seus minions usam (e abusam) diariamente.

Concorde-se ou não se concorde com esta estratégia de comunicação do Sporting, não é admissível que uns tentem condicionar o direito dos outros de dizerem aquilo que entendem. Como tal, aqui ficam os dois comunicados que foram apagados.



Se vai haver eleições tem de haver festas e bobos, perdão bombos!

A) Currículo

André Ventura, advogado, responsável pela campanha para as novas eleições de Luís Filipe Vieira e logo, como prémio pelo desempenho, promovido a paineleiro de TV, primo de Pedro Guerra, personagem que tem Rui Gomes da Silva como padrinho de casamento e que é grande amigo desse vulto das plataformas oficiais do Benfica e da arbitragem, o Hugo Gil (uma amizade cada vez mais sedimentada por almoços de "trabalho" em prol da "comunicação" encarnada).

Tem como missão marcar a agenda todos os dias.


B) Mas afinal o que é ser responsável por uma campanha de Luís Filipe Vieira?

1. Tentar passar uma mensagem positiva pela sua gestão? Impossível, já não existe ninguém que não perceba que a mesma vive de atamancar divida, aumentar passivo e tentar desesperadamente controlar o que que se passa à volta das 4 linhas;

2. Transmitir as linhas programáticas de LFV? Impossível, o programa eleitoral já tem cerca de 12 anos e nunca foi ou é revisto, versa sobre algo que é ser a espinha dorsal da selecção e formação... Ou seja, aqueles pontos que todos já perceberam que não passarão de chavões e que nunca serão cumpridos;

3. Explicar detalhadamente as contas do clube para enaltecer o trabalho do candidato? Impossível! As contas são péssimas. A estratégia é dizer apenas por alto e de fugida que têm lucros, colocar as palavras "histórico" e “financeiro” juntas e fugir a 7 pés de qualquer explicação para não mexer mais em algo que reluz, com táticas de comunicações e capas bonitas de jornais, mas que não é ouro... é apenas muita lata amarelada. Mais um assunto sem sustentação argumentativa;


C) Então para que serve André Ventura?

Puto novo, pinta de gingão, mais “leve” nas manobras do que o seu primo, menos desgastado em termos de imagem do que o seu padrinho (mas prestes a apanhá-lo a uma velocidade vertiginosa) e, como exerce pouco e não é arbitro, com mais disponibilidade do que o Hugo Gil. Com estes “predicados” torna-se, numa sociedade que consome tudo o que lhe é servido na TV, no mentiroso “credível” de serviço. Se o puto gingas diz é porque deve ser verdade. Ainda por cima, o coitado até já “revelou” que anda a ser ameaçado mas que nunca se calará. Puto gingão e corajoso... a credibilidade, portanto, cresceu a olhos vistos.

Assim, criada esta imagem publica de credibilidade, com a ajuda de uma comunicação social que cada vez se preocupa menos em informar ou com a qualidade da informação, e que vive apenas de valores de share e trocas de “favores” e “conteúdos”. Com André é “sempre a abrir”;


D) Mas então o que faz André Ventura se nada de útil tem para dizer?

Mente. Cria factos falsos para criar “notícias”/ “ruído” para tirar do espaço mediático os assuntos que, sendo verdadeiros, incomodam o seu clube. Eis alguns exemplos: problemas com os seus atletas, passivo crónico e sempre a aumentar, o caso vouchers, a pressão inaceitável nos bastidores do futebol (e restantes modalidades – vejam-se os exemplos recentes do futsal e atletismo), as atitudes execráveis de LFV com um membro da comissão de arbitragem e de Rui Costa com um delegado da Liga e colegas de profissão – casos estes que continuam à espera de “justiça”, tendo entretanto o médico do Sporting sofrido uma pena de 4 meses (reduzida a 1/4 pela sua função) ou um dirigente do futsal do Sporting sido suspenso por 16 meses!!! Enfim, umas alarvidades de castigos, mas destes dois senhores nem se fala porque a justiça, quando ao Benfica diz respeito, é mais lenta.

É por isto e muito mais coisas similares que os peões de brega/cães de fila do Benfica inventam temáticas como manobras de distracção. Falar sobre a vergonha que se está a passar na Federação de Atletismo, em que pessoas ligadas ao Sporting são afastadas por telefone por supostas incompatibilidades, enquanto se mantêm várias pessoas que trabalham no Benfica, pois aí não vislumbram incompatibilidades (o que até se percebe, porque assim a total influência desse clube naquela federação passa a ser clara, transparente e sem ninguém a atrapalhar), ao contrário de outras, em que acontece o mesmo, ou porque não pagam a conta do telefone, ou porque ainda têm uma réstia de pudor, ou porque são sérias no seu trabalho (e, felizmente para o desporto português, muitas estão neste patamar).

É sobre estas temáticas todas, e sérias, que deviam debruçar-se os múltiplos fóruns televisivos sobre desporto. Mas temos que concluir que estes, afinal, não passam se sedes de campanha encapotadas e permanentes do Benfica, que assim vai tentando passar entre os pingos da chuva, apesar das verdadeiras atrocidades que fazem ao futebol, ao desporto em geral e aos seus associados.

Para terminar uma pequena referência às últimas mentiras deste senhor e do seu primo sobre a nossa Assembleia Geral do passado domingo. Confundidos, certamente, por aquilo que se passa nas AG’s do seu clube, em que elementos ligados às artes marciais servem de guarda pretoriana e de pressão nas mesmas, falam agora de pressões na AG do Sporting Clube de Portugal. É lógico que, pelo menos um deles, sendo advogado saberá que terão de provar aquilo que afirmam no local certo pois, ao contrário do seu clube, no Sporting Clube de Portugal não vivemos de votações electrónicas passíveis de serem manipuladas, de alterações de estatutos para afastar possíveis candidatos, não se usam atletas do clube (ou qualquer outras pessoas) para “pressionar” e “controlar” as AG's, nem se colocam fortíssimos candidatos a uma vitória, como Rui Costa, em missões que levam este a um comportamento conflituoso que serve, ainda por cima, de 2 em 1: eliminar essa “ameaça” interna de ter de o enfrentar nas eleições e pressionar in loco elementos directivos adversários, equipas de arbitragem e delegados da Liga.

E, no fim de cada festa, existem sempre aqueles coitados que têm de ficar a limpar tudo e a arranjar o que se partiu e danificou por causa dos excessos. E esses, neste caso concreto, são sempre os adeptos, os únicos que não têm culpa mas que, de manipulação em manipulação, sempre que se distraem, acabam de vassoura na mão a tentar juntar os cacos que sobram dos seus clubes.



O padrinho da bola...

Rui Gomes da Silva é um parasita que, para além de cobarde, é um incompetente.

E é um parasita pois vive sempre na sombra de alguém. Nunca teve, nem terá, qualquer tipo de capacidade ou inteligência para ser mais do que um “yes man”.

Assim é na política, onde foi sempre, ainda por cima de má qualidade, a sombra de Pedro Santana Lopes.

Assim é no Benfica onde nem bem sombra o deixam ser. É, dentro daquele clube, um ser desprezível e desprezado, em que lhe mudam o “pelouro” de tempos a tempos para não contaminar, com a sua burrice crónica, os restantes elementos que junto dele trabalham. Ele bem queria ser a sombra de Luís Filipe Vieira, mas nem isso consegue.

Agora, como paineleiro de TV, vive na sombra do departamento jurídico da SIC, vá lá Deus perceber porquê. E enquanto Deus não percebe este ignóbil, eis que ele decide atacar Jesus. Rui Gomes da Silva é um homem com “h” pequeno que se quer colocar em bicos de pés perante Jesus, um Homem com “H” grande que nunca precisou de cunhas e de “amigos” para chegar ao topo. Jesus é um Homem que o Mundo reconhece como um dos melhores de sempre na sua profissão. É um Homem que retirou o clube deste pequeno parasita de uma agonia que se prolongava há mais de 10 anos. É um Homem que faz Rui Gomes da Silva acordar com calafrios e sobressaltado, ainda assombrado por aquele seu riso de palhaço pobre (que nos perdoem os palhaços esta comparação) quando se referia a Jorge Jesus poder ser treinador do Sporting Clube de Portugal. E, claro, os pesadelos do medo do trabalho deste Homem que sabe e respira futebol como poucos.

Rui Gomes da Silva é a prova provada de que existem de facto pessoas que teriam de nascer 10 vezes para conseguirem ser alguém na vida, e, no caso deste, senhor talvez fosse melhor acrescentar um número que lhe diz muito: um zero... e não é à esquerda. Seria mesmo à direita, porque teria de nascer 100 vezes para poder ambicionar ser alguém.

Parafraseando Jorge Jesus, meu caro Rui Gomes da Silva, para além de parasita, mentiroso, inútil e supérfluo, o caríssimo vale isso mesmo: Bola!






Nuno Saraiva fez, na última terça-feira, um post centrado numa sondagem realizada pelo jornal O Jogo sobre duas questões relacionadas com os presidentes do três grandes. A primeira pergunta consistia numa avaliação do trabalho dos presidentes pelos respetivos adeptos. A segunda referia-se especificamente a Bruno de Carvalho: "O Presidente do Sporting está a banalizar-se no discurso ao falar constantemente?".



Concordo com a análise feita por Nuno Saraiva à primeira parte da sondagem. Efetivamente, as eleições do Sporting demonstraram que a esmagadora maioria dos sócios reconhece o bom trabalho que a direção liderada por Bruno de Carvalho tem feito. Relembro que as eleições aconteceram em março de 2017, numa altura em que os resultados da equipa de futebol não podiam ser mais desmotivadores. De lá para cá, a equipa tem realizado uma época de 2017/18 bem superior à anterior, e, para além disso, acrescentou-se ao palmarés do Sporting um campeonato nacional de andebol - que há muito nos fugia - e uma Taça Challenge, o bicampeonato e supertaça de futsal, com uma presença na final da UEFA Futsal Cup, domínio total ao nível do futebol feminino, onde se ganhou tudo o que havia para ganhar em todos os escalões, e ainda dois dos três títulos em disputa ao nível das camadas de formação de futebol masculino. O hóquei também começou a época em bom nível e a nova equipa de voleibol promete lutar pelo título. E, last but not least, as contas da SAD registaram o maior lucro da sua história.

É perfeitamente normal (e justíssimo) que esta direção tenha uma taxa de aprovação elevada. No entanto, aprovar-se de uma forma geral o trabalho desta direção não implica necessariamente que não existam aspetos a corrigir ou a melhorar - o que me leva à segunda parte da sondagem.


Se me tivessem perguntado se o presidente do Sporting está a banalizar-se no discurso ao falar constantemente, a minha resposta seria, sem margem para dúvidas, afirmativa. Bruno de Carvalho devia ter noção de que está a banalizar-se no discurso. A pergunta d' O Jogo está de facto construída de forma algo manipuladora, mas acredito que se fosse colocada de outra forma - como, por exemplo, "Como avalia o discurso do presidente Bruno de Carvalho neste último mês?" (para ficar idêntica à primeira pergunta da sondagem) -, os números continuariam a ficar bastante abaixo do que os da aprovação do trabalho realizado.

A sobre-exposição satura, e pelas reações que vou vendo a seguir a cada novo post, é crescente o número de sportinguistas que vão tendo cada vez menos paciência para o ler ou ouvir. Bruno de Carvalho pode e deve responder a ataques feitos ao clube e a si pessoalmente, mas isso não quer dizer que tenha de responder em todas as ocasiões e, mais importante, não quer dizer que tenha de responder a todos os que o atacam. Só em relação às intervenções mais recentes, Bruno de Carvalho fez bem em responder às calúnias de Paulo Pereira Cristóvão, fez bem em colocar António Salvador no seu lugar, mas o que ganha ao andar a responder a figuras insignificantes como Ribeiro e Castro e meter-se num bate-boca com Rui Santos? Não tem elementos na estrutura que poderão fazer essa lavagem de roupa suja por si, de forma a preservar-se para guerras mais importantes? Não teremos um presidente mais eficaz, com maior impacto na mensagem, se se souber guardar para as ocasiões que realmente o justifiquem?

P.S.: por exemplo, foi excelente a intervenção de Bruno de Carvalho no final do jogo de ontem que garantiu a presença na final four da UEFA Futsal Cup. Uma mensagem positiva e agregadora, coisa que não tem sido muito frequente nos últimos tempos. Vale mesmo a pena ouvir.







Ultimamente o futebol tem sido pródigo em estratégias de defesa peculiares. Quando confrontado com a acusação de ser um dos recetores da cartilha de Carlos Janela, João Gobern invocou a 5ª emenda - que é, como quem diz, não vou responder para não me incriminar. Um par de meses mais tarde, Pedro Guerra, homem de prodigiosa memória e capacidade de organização e preparação, pareceu ser vítima de estranho caso de amnésia ao dizer que não se lembrava de ter recebido os mails de Adão Mendes.

Mas os exemplos referidos acima são insignificantes quando comparados com o que Jorge Mendes disse ao ser interrogado no âmbito do julgamento de Falcao por fraude fiscal.


Já vi desculpas mais convincentes. Aqui fica a notícia dada pelo online d' O Jogo: .

Segundo o As, Jorge Mendes foi "apertado" pelo advogado do Ministério Público espanhol no interrogatório de terça-feira

O jornal espanhol As conta parte do interrogatório feito na terça-feira a Jorge Mendes por causa da alegada fraude fiscal de Falcao quando era jogador do Atlético de Madrid

O agente português disse ao juiz de instrução de Pozuelo de Alarcón, Espanha, que "nunca" assessorou em matéria fiscal os futebolistas que representa.

Acontece que o alegado esquema de fuga ao fisco acabava na empresa Multisport and Image Management (MIM), encarregue de gerir os direitos de imagem do jogador através de off-shores nas Ilhas Virgens e Panamá.

"Conhece Andy Queen?", perguntou o advogado, segundo o As. Jorge Mendes disse que sim, que era seu empregado. A acusação insistiu: "E você não sabe que o seu empregado Andy Queen, é o proprietário da MIM". Jorge Mendes, de acordo com a mesma fonte, negou, garantindo ser uma surpresa essa informação.

"Andy não me disse, é uma surpresa para mim. Juro-o", terá dito o agente.

O advogado do Ministério Público disse então à magistrada que a Polaris, de que Jorge Mendes é acionista e que procura patrocinadores para os jogadores, tem o seu domicílio na mesma rua e no mesmo número da MIM, em Dublin, na Irlanda.






Depois de uma 1ª fase exemplar, 100% vitorioso, a equipa de sub-19 de futebol feminino do Sporting, liderada por Mariana Cabral, transpôs com brilhantismo uma 2ª fase de características aberrantes - disputada pelos dois primeiros da série C e pelos dois primeiros da série D, em formato de meia-final e final a uma única mão, determinadas por sorteio puro. Quis o sorteio que o Sporting jogasse primeiro em casa com o Viseu 2001 e, caso passasse, que jogaria fora a final com o vencedor do A-dos-Francos - Albergaria. O Sporting venceu por 7-1 o primeiro jogo e hoje apurou-se para a fase final ao vencer fora o A-dos-Francos por 6-1.

A fase de apuramento de campeão disputar-se à numa liga a 3, em que o Sporting defrontará o vencedor da série Norte (Vilaverdense ou Valadares) e o vencedor da série Madeira (Apel).

Parabéns às jogadoras e a toda a equipa técnica!







Dez anos de Rei Patrício. É um privilégio e um orgulho podermos contar com um guarda-redes, formado na Academia, que se tornou dos melhores do mundo na sua posição. Foram tantos os grandes momentos, que se torna difícil fazer um resumo que faça justiça ao seu percurso: a defesa de um penálti logo na sua primeira intervenção enquanto sénior, defesas míticas como aquela que fez no último minuto no City of Manchester, o golo marcado ao Twente nos descontos e que valeu um apuramento numa pré-eliminatória da Champions, a exibição do outro mundo que fez em Alvalade contra o Chelsea, o penálti defendido no final da Taça de Portugal que abriu caminho à conquista do troféu, ou o inesquecível europeu que lhe valeu a consagração internacional - melhor guarda-redes do torneio e nomeação para o Ballon d' Or - que lhe recusam em Portugal

Rui Patrício é já um símbolo do Sporting, e é uma questão de (pouco) tempo para se tornar o jogador que mais vezes envergou a listada na centenária história do clube.

E o que é o melhor de tudo isto? É que Rui Patrício tem apenas 28 anos, e vai agora entrar naqueles que costumam ser os melhores anos dos guarda-redes.

RUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUIIIIII!!!!!!


















A parcialidade com que Vítor Serpa analisa os acontecimentos do futebol português não é novidade para ninguém. A linha editorial d' A Bola está muito bem definida de há bastantes anos para cá: infelizmente para o jornal, não assentam numa postura de isenção e equidistância. Os exemplos que este e outros blogues têm mostrado são mais que muitos. Pegando em exemplos recentes, basta ver a forma como A Bola ignorou o caso dos emails durante meses a fio. Se houvesse alguém que não consumisse notícias sobre futebol a partir de outras fontes, não faria ideia de que tal polémica tinha rebentado até ao dia em que a PJ finalmente bateu à porta do estádio do Benfica e da residência de alguns dos seus dirigentes, colaboradores a recibos verdes e meninos queridos.

Basicamente, A Bola limitou-se a seguir - de forma que não duvido ter sido concertada - a estratégia definida pelo Benfica para reagir aos emails: manterem-se em silêncio - estratégia, reconheça-se, mais sábia do que tentar defender o indefensável a todo o custo. Aliás, basta ver as trapalhadas em que se viu metido o único protagonista do Apito Abençoado que não se pôde remeter ao silêncio em virtude do seu biscate das segundas à noite: quando a crise rebentou, Pedro Guerra reagiu dizendo que não se lembrava de ter recebido tais emails; neste momento, não só se lembra dos emails, como até já reconheceu que até falou várias vezes ao telemóvel com Adão Mendes. Sentir de perto a respiração de inspetores da PJ deve fazer maravilhas à memória.

Numa altura em que é impossível ignorar o escândalo dos emails e as profundas implicações que isso tem para o que se passou nos últimos anos no futebol português, acho magnífico como é que nenhum dos pesos pesados do jornal A Bola ainda não encontrou tempo para se pronunciar de forma detalhada sobre todo este fenómeno. Uma atitude que não surpreende, face ao vergonhoso alinhamento que têm com o clube do atual regime, e que é indigno da profissão que exercem.

Igualmente indigna tem sido a postura do presidente da FPF, que parece viver numa realidade paralela. Fernando Gomes manteve-se calado que nem um rato perante os dois acontecimentos mais graves do futebol português nos últimos anos - o assassinato de Marco Ficini e o escândalo dos emails -, e tem preferido tentar, ao invés, colocar o centro da discussão no bate-boca dos dirigentes. Este posicionamento de Fernando Gomes é um escândalo, e é óbvio que só o Benfica pode ficar satisfeito com isso.

Daí que não surpreenda que Vítor Serpa tenha produzido mais um artigo inenarrável, desta vez a sair em defesa de Fernando Gomes e tentando colocar o Sporting e o Porto como os maus da fita do futebol português.


Ao mesmo tempo em que defende acerrimamente a agenda de Fernando Gomes, o diretor do jornal A Bola aproveita a oportunidade para fazer mais um ataque cerrado ao presidente do Sporting - que, como sabemos, é para Serpa o símbolo da geração rasca do dirigismo desportivo. 

É impossível, também, não reparar em dois pormenores no discurso serpiano:

  • a falta de huevos para fazer críticas diretas a Pinto da Costa - como se o presidente do Porto não tivesse nada a ver com o ataque que o Porto tem feito ao Benfica;
  • a patética tentativa de colar o escândalo dos emails a algumas figuras menores da arbitragem e uns quantos benfiquistas marginais, como se o círculo de poder de Vieira (Paulo Gonçalves, Domingos Soares Oliveira e o próprio presidente) não estivesse enfiado neste lamaçal até ao pescoço, e como se Ferreira Nunes e os presidente e presidente da AG da Liga não fossem personagens com cargos muito relevantes no edifício do futebol nacional.

Serpa não é mais do que um lacaio da tríade que controla o futebol português: está sempre pronto a defender o Benfica, como todos sabemos; não perde oportunidade para elogiar o presidente da FPF, por muito inundado de sonsice que esteja o seu discurso - como este texto bem demonstra; e também, se houver necessidade disso, terá postura idêntica com Jorge Mendes - há quem diga que Serpa fez um discurso emocionado, num briefing que a FPF organizou para os órgãos de comunicação social em vésperas da partida da seleção para o Euro 2016, em que apelou à contenção de notícias sobre os recém-descobertos problemas fiscais em que Mendes estava metido, como se de uma espécie de desígnio nacional se tratasse.

Benfica, FPF e Mendes são uma espécie de santíssima trindade do futebol português, que se protege mutuamente com todos os meios que tem ao seu dispor. A promiscuidade entre Benfica e Mendes é mais que evidente. O entendimento entre Mendes e a FPF é mais discreto, mas existe - ao que se diz, também a FPF fez pressão junto dos jornalistas para não darem relevo aos problemas que o empresário arranjou com a lei em Espanha. E também salta a vista a recusa da FPF em agir contra o Benfica em situações gritantes como o das claques ilegais, o caso dos emails ou dos vouchers, ou mesmo a impunidade a que assistimos nos relvados quando o Benfica está em campo.

Como se pode facilmente avaliar pelo texto acima, Serpa é apenas uma ferramenta ao serviço da única Santa Aliança do futebol português.






É preocupante a tendência, cada vez maior, revelada por muitos jornalistas em aceitar publicar documentos que lhes são passados pelos clubes sem que façam o menor esforço para os analisar criticamente.  

Isto vem a propósito dos artigos publicados por Pedro Candeias, no Tribuna Expresso, e por Nuno Paralvas, no jornal A Bola, onde divulgam o contrato assinado por Benfica e Besiktas para a transferência de Talisca. Como podem ver mais abaixo, a conclusão dos jornalistas é que o contrato prova que o Benfica "não tinha de pagar nada a Talisca", ou seja, que "comprova a versão do Benfica".

Isso é falso.

Em primeiro lugar, os artigos:



Vamos por partes.


O que disse Talisca

(via Mister do Café)

"Não foi por dinheiro que eu saí. Desde as minhas férias já sabia que não iria ficar. (...) Acho que o Benfica teve um desrespeito muito grande por mim, acho que, eu com a minha filha com 6 dias [depois] de nascida, o Benfica pagou o salário de todos os jogadores, menos o meu."

A filha de Talisca nasceu a 9 de agosto. Talisca diz, portanto, que, no dia 15 de agosto, o Benfica ainda não lhe tinha pago o salário (que se assume ser referente a julho). Não disse, em momento algum, que o Benfica, atualmente, ainda lhe deve dinheiro.


O que diz o contrato entre Benfica e Besiktas?

Nos artigos acima colocados faz-se o destaque do artigo 13º, por mostrar que o jogador aceitou a passagem da responsabilidade de pagamento do salário de julho do Benfica para o Besiktas. Ou seja, a partir do momento em que o contrato foi assinado, o Benfica deixou de ter quaisquer responsabilidades nesse sentido.


No entanto, os jornalistas em questão poderiam ter olhado para a data do contrato e para o artigo imediatamente a seguir:


Isto significa que o Besiktas só assumiu a obrigação de pagar, a Talisca, o salário de julho no dia 23 de agosto, após o jogador ter passado nos exames médicos.


Quando tinha Talisca que receber o salário de julho?

Segundo as palavras do próprio Talisca, todos os seus colegas receberam o salário de julho no dia 15 de agosto. Ou seja, oito dias antes de o Besiktas ter assumido essa responsabilidade. Durante esses oito dias, ninguém pagou o salário de julho a Talisca. Estaremos perante um caso de incumprimento por parte do Benfica? Bem, isso depende da data de pagamento do vencimento que estava estipulada no contrato entre clube e jogador, mas isso não foi divulgado pelo Benfica (podiam também ter enviado esta informação aos jornalistas, mas, por algum motivo, não o fizeram).

O site Football Leaks divulgou alguns dos contratos assinados entre o Benfica e outros jogadores do plantel. Vejamos o que dizem esses contratos, no que diz respeito a datas de pagamento dos salários. Primeiro o de Jovic:


Depois, o de Mitroglou:


E ainda o de Taarabt:


Em todos eles, a data estipulada para pagamento de um salário é o dia 8 do mês seguinte. Ou seja, o salário de julho deveria ter sido pago até ao dia 8 de agosto. Embora não conhecendo o contrato de Talisca, será abusivo pressupor que o limite de pagamento também seria dia 8, ou não muito distante do dia 8? Certamente que não será mais abusivo pressupor isso do que pressupor, pela leitura do artigo 13º, que o Benfica não tinha de pagar a Talisca o mês de julho. Ou será que é?

Partindo, portanto, deste pressuposto, poderemos concluir que o Benfica esteve em falta com Talisca entre o final do dia 8 e o dia 23, altura em que o jogador passou nos exames médicos, ou seja, durante cerca de duas semanas.


O Benfica não pagou por ser iminente a transferência de Talisca para o Besiktas?

Não. No dia 8 de agosto, Talisca era dado como quase certo em Inglaterra, fosse no Liverpool ou no Wolverhampton. O interesse dos turcos por Talisca apenas foi noticiado no dia 18, quando as hipóteses inglesas caíram em definitivo.

Capa d' A Bola de 18 de agosto

No dia 15, sete dias após o típico pagamento do salário nos contratos acima referidos, o Besiktas ainda não estava (pelo menos publicamente) na equação.


Por que motivo esteve o Benfica vários dias em incumprimento com Talisca?

Capa d' A Bola de 24 de maio
O próprio jogador respondeu a essa pergunta naquela flash interview: já sabia desde as férias que já não iria ficar. Portanto, a atitude do Benfica pode explicar-se como uma forma de pressionar o jogador a abandonar o clube.

De relembrar que o Benfica chegou a ter tudo acertado com o Shanghai Shenhua para transferir Talisca por 25 milhões de euros. Essa transferência acabou por não se realizar porque o jogador recusou ir para a China - o que demonstra também que o dinheiro não era a prioridade de Talisca, ao contrário do que as fontes do Benfica afirmam.

Não é segredo para ninguém que os clubes, quando se querem ver livres de um jogador que não desejam manter, usam de vários estratagemas para os incentivar a partir. Não é um problema específico do Benfica, todos o fazem. Uns são colocados a treinar à parte, outros levam processos disciplinares logo que abrem a boca para desabafar, havendo inclusivamente memória de alguns casos em que certos emblemas chegaram ao ponto de ameaçar fisicamente atletas indesejados. Decidir não pagar o salário parece ser outra forma de pressionar o jogador a abandonar o clube, o que nem sequer é inédito no Benfica, pois, há uns anos, um outro jogador queixou-se exatamente do mesmo tipo de tratamento:

Fonte: SAPO Desporto (), citando entrevista ao jornal i

Talisca tem razão ou não nas queixas que fez?

Tem. Talisca esteve vários dias sem receber um salário a que tinha direito. O facto de, dias mais tarde, ter aparecido o Besiktas a assumir essa obrigação é puramente circunstancial. Imaginemos que o jogador se recusava a ir para a Turquia: continuaria sem receber até que o Benfica desistisse de transferi-lo.


O papel a que se prestam determinados jornalistas

O mínimo que se poderia exigir dos jornalistas em causa era uma avaliação crítica daquilo que uma das partes interessadas lhes transmitiu. Tudo aquilo que viram neste texto são elementos que qualquer pessoa pode consultar e recolher de locais disponíveis ao grande público. Seria de esperar que jornalistas desportivos como estes, que têm (ou que dizem ter, ou que gostam de dar a entender que têm) acesso privilegiado a todo o tipo de fontes e especialistas, fossem capazes de conseguir reconstruir, sem grande esforço intelectual, esta sequência de eventos. No entanto, por qualquer motivo que só os próprios poderão explicar, optaram por defender a versão do Benfica e desvalorizar as acusações feitas por Talisca.

Mas não foram apenas Pedro Candeias e Nuno Paralvas a ter esta atitude. Houve mais jornalistas/comentadores a fazer o mesmo, recorrendo, inclusivamente, a argumentos completamente inaceitáveis:


Mesmo sem a necessidade de um qualquer artigo 13º, a SIC Notícias pode sentir-se à vontade para não pagar a Ribeiro Cristóvão pelos seus comentários. Enquanto o comentador não passar fome, não há problema. Palavras do próprio.






Uma das críticas mais persistentes que tem sido feita à atual direção tem sido o fraco aproveitamento das contratações feitas. Um desses exemplos foi, precisamente, o jogador cuja venda foi anunciada hoje: Hadi Sacko. O francês foi contratado para juntar-se à equipa B, fez alguns bons jogos, mas nunca demonstrou qualidade para integrar o plantel principal.

Considerando os valores investidos pelo Sporting na maior parte das suas contratações, o normal é que nunca se venham a revelar material para serem jogadores de primeira linha. Aliás, a regra, em qualquer clube grande português, é que se falhe muito mais do que acerte. O que varia é o custo incorrido com essas contratações falhadas e o lucro / rendimento desportivo que se obtém com aquelas que correm bem.

No caso de Sacko, falamos de um jogador que acabou por dar, entre o valor da compra e o valor da venda (a que se deve juntar o fee de empréstimo da época que agora acaba), um lucro superior a 1 milhão de euros - mantendo o clube direitos sobre uma eventual futura mais-valia, que poderão tornar o negócio mais interessante. É, obviamente, um cenário "do mal o menos": nunca tendo dado retorno desportivo, deve-se considerar o custo de oportunidade da sua contratação - o milhão gasto poderia ter sido utilizado noutro jogador - e dos salários que auferiu enquanto jogou de leão ao peito, mas pelo menos, no final do dia, acabou por dar um retorno financeiro interessante (lucro superior a 100% do investimento).

Parece-me uma boa oportunidade para fazer um balanço de como têm corrido, do ponto de vista financeiro, os negócios envolvendo os atletas contratados por esta direção. Os quadros que se seguem estão separados por: jogadores que deram lucro; jogadores cujo investimento foi recuperado; jogadores que deram prejuízo. Os valores de compra incluem comissões pagas. Os valores de venda são líquidos de comissões, ou seja é o resultado da subtração do valor da transferência pelo valor de comissões pagas. Não estão incluídas as contratações feitas para os escalões de formação.

A. Contratações que deram lucro



B. Contratações cujo investimento foi recuperado



C. Contratações que deram prejuízo



D. Jogadores que ainda têm contrato com o clube



De um modo global, parece-me que tem havido muito mais critério na venda do que na compra, o que tem permitido que o clube poucas vezes perca dinheiro nas contratações - e quando perde, nunca falamos de valores elevados. O plantel atual inclui vários jogadores que interessa manter e que facilmente poderiam dar lucro caso fossem vendidos - como Paulo Oliveira, Bruno César, Schelotto, Coates ou Bas Dost. Podem não parecer muitos jogadores, mas é uma consequência lógica da existência de um peso grande de jogadores da formação entre os mais utilizados.

A maior dificuldade está em conseguir bons negócios daqueles que não têm espaço no plantel e que tiveram um preço de contratação não negligenciável - como Heldon, Slavchev, Rosell, Jonathan, Ewerton, Bryan Ruiz, Teo, Douglas, Castaignos e Petrovic. Está aqui um dos grandes desafios deste defeso para a direção.







Composição dos grupos (ranking entre parêntesis):

Grupo A: Kairat (2º), Nikars Riga (10º), Real Rieti (19º) e Feniks (51º)
Grupo B: Ugra (1º), Araz Nakçivan (6º), Hamburg Panthers (26º) e Nacional Zagreb (20º)
Grupo C: Inter (3º), Ekonomac Kraguievac (7º), Chrudim (8º) e Maribor (28º)
Grupo D: Dynamo (4º), Sporting (5º), Gyor (9º) e Targu Mures (16º)






Em agosto de 2016, a FPF divulgou, num comunicado, qual seria o formato da competição de juniores femininos para a época de 2016/17. Ficou determinado que o campeão nacional seria determinado após a disputa de três fases.

Na primeira fase, as equipas foram divididas em séries organizadas geograficamente: 4 séries no continente (com 10 equipas cada) e uma com equipas da Madeira (com 5 equipas), cada uma delas disputada em sistema de pontos, com todas as equipas a defrontarem-se entre si a duas voltas.

O vencedor da série da Madeira seria apurado diretamente para a terceira fase, enquanto os dois primeiros classificados de cada uma das 4 séries do continente iriam disputar a segunda fase:


A série norte seria disputada pelos dois primeiros classificados das séries A e B, enquanto a série sul seria disputada pelos dois primeiros classificados das séries C e D. E aqui surge a primeira aberração: em vez de se fazer uma competição por pontos a duas voltas, a FPF decidiu realizar esta série em formato de eliminatórias a uma mão. As eliminatórias seriam sorteadas sem cabeças de série ou quaisquer outro tipo de restrições que dessem algum tipo de vantagem aos primeiros classificados de cada grupo. Pior, nem sequer em campo neutro seriam disputadas.

O sorteio ditou que o Sporting (1º classificado da sua série) iria jogar a "meia-final" da 2ª fase em casa. No entanto, o mesmo sorteio ditou que o Sporting, apurando-se para a "final" da 2ª fase, iria jogar sempre fora, independentemente de quem fosse o adversário. Os resultados determinaram que essa "final" fosse disputada com o A-dos-Francos, precisamente a equipa que ficou em 2º lugar na nossa série da 1ª fase. Ou seja, a 1ª fase exemplar do Sporting (terminada só com vitórias) foi recompensada... com a disputa do jogo decisivo em casa do adversário, que foi 2º classificado na nossa série.

Apesar disso, o Sporting voltou a demonstrar a sua superioridade e apurou-se com brilhantismo para a 3ª fase.


Mas o pior estava reservado para o fim. A tal 3ª fase, da qual apenas se sabia que era uma final a 3, manteve-se no segredo dos deuses... até há apenas dois dias (!). Só no dia 15 de maio é que a FPF divulgou enfim o formato e datas da 3ª fase. Mas se achavam que as surpresas já tinham terminado, eis a informação revelada pela FPF:


Numa final a três, alguém achou que seria boa ideia que uma das equipas... jogasse duas vezes no mesmo dia! Será que não ocorreu que haveria uma equipa seriamente prejudicada com este calendário? Será que é esta a noção de competição justa que os dirigentes da FPF têm para os campeonatos que organizam?

O GD Apel, da Madeira, ficou com o seu calendário imediatamente definido, o que significa que a fava só poderia calhar a uma das outras duas equipas: Vilaverdense e Sporting. Ora, o sorteio foi realizado hoje, e à boa maneira dos sorteios da FPF, a equipa que irá disputar dois jogos no mesmo dia será... o Sporting.


Vergonhoso.






Realizou-se de manhã o sorteio da Taça da Liga, e o Sporting ficou no grupo de Marítimo, União da Madeira e Portimonense.

A ordem dos jogos será a seguinte:

1ª jornada: Marítimo (C)
2ª jornada: União (C)
3ª jornada: Portimonense (F)

Ficando em 1º no grupo, o Sporting defrontrará nas meias-finais (a final four disputa-se em Braga) o vencedor do grupo D, onde está o Porto.









Para o caso de terem perdido a conversa que resultou da boleia que A Bola deu a Rui Vitória, publicada na última quinta-feira, aqui ficam alguns das afirmações mais cruciais, destacadas pelo próprio jornal. Afirmações absolutamente bombásticas, que poderão fazer abanar todo o edifício do futebol português. É para isto que o jornalismo existe. Obrigado, jornal A Bola!




P.S.: diz-se, na Grécia, que, ao ler esta última afirmação de Rui Vitória, Clésio Baúque desfez-se em gargalhadas incontroláveis.






O blogue Mister do Café publicou, recentemente, um vídeo em que José Nuno Martins faz comentários depreciativos sobre Rui Patrício:


Estas palavras de José Nuno Martins são um nojo autêntico. Não há outra forma de as classificar. Partindo de uma chamada de capa que O Jogo fez sobre os 10 anos de Rui Patrício na equipa principal do Sporting, o diretor do jornal O Benfica fez um ataque inqualificável a um jogador que, convém lembrar, foi considerado pela UEFA o melhor guarda-redes do Euro 2016. E teve essa distinção, obviamente, pela contribuição incontornável que teve para a maior conquista da história do futebol português. Ah, e é um dos nomeados para o Ballon D' Or. Coisa pouca.

Para quem "não gosta de falar nos outros", seria de esperar que revelasse menor prazer do que aquele que saltou à vista enquanto insultava um dos símbolos atuais do Sporting.

Poderia dizer que fiquei chocado com esta prestação de José Nuno Martins, mas não seria verdade. O homem é um ordinário. Relembro que já protagonizou episódios semelhantes num passado não muito distante: 


Outro bom exemplo é a forma como José Nuno Martins goza com um problema físico de Octávio Machado, que podem ver no Mister do Café (). Quando chegamos a este ponto, fica tudo dito sobre a estrutura moral deste indivíduo.

Há que dizer, no entanto, que existe uma possível atenuante para este discurso mesquinho de José Nuno Martins. Não pude deixar de notar um certo arrastamento de voz, à medida que ia debitando alarvidade atrás de alarvidade. Pode ter sido apenas uma sobredosagem de anti-histamínicos por causa de alguma irritante alergia, mas as más-línguas das redes sociais dizem que já ia bem aviado de outro tipo de substâncias, daquelas mais líquidas. Nada mau, considerando que eram apenas 11 da manhã.

P.S. 1: Os conteúdos da BTV têm pouca divulgação, em virtude de ser um canal pago. Mas, mesmo assim, são vários os exemplos de programas e comentadores que dedicam uma grande do seu tempo a falar mal do Sporting. Uma pessoa pode apenas imaginar qual o nível de atenção dedicado ao Sporting na programação do canal. Não são apenas os paineleiros: o próprio canal de televisão parece não dar grande importância ao apelo do seu presidente.

P.S. 2: José Nuno Martins, pelo cargo que ocupa no Benfica, é uma figura suficientemente relevante para medir as palavras que diz, por uma questão da repercussão mediática que estas poderão ter. No entanto, esta barbaridade, tanto quanto me apercebi, não foi comentada em qualquer programa de debate de futebol. Imagine-se o que seria se fosse Rui Miguel Mendonça ou Nuno Saraiva a dizer, na Sporting TV, as mesmas palavras sobre um jogador do Benfica... de um especial CMTV não se livraria.






Bruno de Carvalho publicou, na noite de ontem, um extenso texto na sua conta de Facebook onde, para além de revelar que vai deixar de usar esta plataforma para comunicar, aborda variadíssimas outras questões.



As plataformas continuam, para mim, a ser um modo de comunicação global privilegiado. Apesar disso, e depois de uma profunda análise, creio que chegou a hora de abandonar o Facebook. A minha vontade de proximidade com o universo leonino, acabou por ter um lado perverso que não pretendo ver aumentado. Tem a ver com o ultrapassar de fronteiras onde se confunde vontade de estar próximo com o ser incomodado, a toda a hora, com opiniões despropositadas e intromissões na vida pessoal. Serei sempre um Presidente próximo, presente e consciente das suas tarefas e objectivos, mas esta ferramenta deixará de ser um desses modos de comunicação com a Família Sportinguista.

Assim, este será o meu último post que espero contribua para a compreensão de toda a estratégia pretendida para o Sporting Clube de Portugal e o papel de todos para a sua concretização.

Compreendo perfeitamente a frustração desta época, e não só a nível do futebol, mas o que tenho lido e recebido de mensagens ultrapassa o limite da justiça e respeito que se deveria ter por quem, como eu, passei a dedicar a minha vida ao Clube que amo. Todos devemos refletir e ser justos com vista ao nosso objectivo comum: a Glória!

Vejo, em todas as modalidades, um apoio que mais nenhum clube tem no mundo, mas um grau de exigência muito pequeno. A cada mau resultado, e então se torno público o meu desagrado, lá vem a onda de apoio aos "meninos". Nas modalidades, sem ser o futebol, então é confrangedor... perdemos jogos e lá estão as bancadas a aplaudir os "seus meninos" e a acarinhá-los. Nos bons e maus momentos dizemos nós! E tem de ser assim. Mas não podemos ser só nós, dirigentes e adeptos, a sofrer. Neste Clube, treinadores e atletas têm como missão dar-nos bons momentos e evitar os maus. O seu direito é ter boas condições de trabalho e os ordenados em dia. O seu dever é ser profissionais, honrarem a nossa camisola, dignificarem o Clube, vencerem ou lutarem até à exaustão e terem sempre compromisso com os objectivos estabelecidos: ganhar, conquistando todos os títulos que disputam.

Não nos devemos esquecer do esforço herculeano, feito por esta Direcção, para realizar os maiores investimentos de sempre em todas as modalidades. Nem que seja só por isso, estes "meninos" têm que ser sempre homens e ganhar os seus jogos e conquistar títulos, sem desculpas, sem estar sempre a falar de arbitragens, sem usar adversidades inesperadas ou o azar, percebendo que têm de fazer muito mais, e que a massa adepta que apoia o Sporting CP merece a Glória e não apenas viver alegrias a "espaços", dada por quem tem a sorte e o privilégio de envergar a nossa camisola.

O meu maior erro foi ainda não ter conseguido incutir nos adeptos esse sentimento de exigência constante, esse sentimento de que ninguém faz favor de servir o Sporting CP, mas, pelo contrário, ou está disposto a "morrer" em cada embate ou não merece ser apoiado.

Quando se aponta o dedo aos "meninos" é o "aqui d'el-rei". Credo! É o horror, o sacrilégio... Começam logo os opinadores leoninos: faça-o em privado, não confunda coisas, não é bem assim, etc. ... Tendo uma "alma pequena", não podemos exigir constantemente a grandeza e iremos continuar a viver com menos vitórias do que as que poderiamos ter e, ainda por cima, supostamente eu "teria" que ficar "agradecido" apenas por jogarem. Este tipo de raciocínio não é para mim. Não podemos ganhar sempre, mas temos sempre que honrar e dignificar a nossa camisola, com suor e, se for preciso, até à exaustão de cair para o lado, sem mais forças, no fim de cada jogo. Pelo menos nas derrotas temos de ver atletas físicamente de rastos.

As modalidades, como todos sabem uma das minhas paixões além do futebol, sei bem que são elas que nos permitem ser a maior potência desportiva nacional através, não só do ecletismo, mas sobretudo pelos mais de 20 mil títulos, nacionais e internacionais, conquistados e que têm feito de nós, ao longo dos anos, tão grandes como os maiores da Europa. Neste capítulo, irei sempre orgulhar-me de ter sido o Presidente que, com a sua equipa, construiu o Pavilhão e que, ao invés de acabar com as modalidades, trouxe novas e fez regressar algumas das históricas, e tudo isto com os maiores investimentos de sempre feitos pelo Clube no seu ecletismo.

Mas isto tem de obrigar-nos a ter, sem medos nem receios, uma cultura de exigência diária para com todos os que servem este Clube. E assim o faço, a começar por mim próprio, mas devo aqui alertar que os adeptos foram muitas vezes, com toda a sua boa vontade e sentimento de defesa da sua "familia", um "entrave" pois, sem querer, foram enchendo egos e aceitando, ou dando mesmo, desculpas para os insucessos.

Ainda não consegui, em 4 anos, mudar completamente essa mentalidade. Percebo que os sportinguistas vejam, nas restantes modalidades, o escape dos insucessos do futebol. Mas temos de deixar de ter esse espírito e saber acompanhar o investimento feito e logo perceber que o grau de exigência tem de crescer proporcionalmente e na mesma medida. Podemos e devemos manter a postura e convicção de que somos os melhores adeptos do mundo, mas exigir, exigir sempre!

Quanto ao futebol, para além de toda a realidade escrita nos parágrafos anteriores, e porque também estamos com os maiores investimentos de sempre, nada mudou desde o que disse durante as eleições, ou após o jogo contra o Belenenses e o meu post de esclarecimento de qual é o projecto e de quem é o meu treinador ou o resultado contra o Feirense. Só os mais desatentos não ouviram, após o jogo contra o Belenenses, que eu disse "na próxima época" tudo tem de mudar. Porque será que não disse no próximo jogo tudo tem de mudar?

Também no futebol temos de subir um degrau. Nós, dentro das 4 linhas, com Esforço, Dedicação, Devoção e obtenção de Glória. E os restantes adeptos, mantendo o estádio cheio mas deixando sempre claro que somos exigentes, que queremos vencer, que todos têm de ter um grau de entrega e compromisso equivalente à grandeza do nosso Clube.

Não é neste jogo contra o Chaves que devemos terminar a época com apupos ou contestação. Devemos marcar presença e em força, mostrar o nosso apoio sem igual e, com isso, deixar uma mensagem inequivoca a mim Presidente, restantes dirigentes, equipas técnicas e atletas de que, o próximo ano, continuará a ser de grande apoio mas de tolerância zero. Queremos e merecemos ser campeões, mas acima de tudo queremos respeito por quem nos serve e que se entreguem de alma e coração em cada partida. Eu, como Presidente, assumo essa mensagem, assumo essa exigência, assumo essa pressão e farei tudo o que estiver ao meu alcance para que, além da recuperação do Clube já efectuada, poder fazer-nos a todos felizes.

Amo o Sporting Clube de Portugal e prometo a todos que, na próxima época, vou ainda fazer mais e melhor, vou continuar a dar a minha vida por este meu Amor e vamos mostrar, com a vossa ajuda, em todas as modalidades e nomeadamente no futebol, porque somos o grande Sporting Clube de Portugal.

Já o disse e repito, não existe margem para mais erros. Assim, só quem perceber a grandeza deste Clube, tiver alma de campeão, de combatente e de compromisso se manterá neste projecto.

Sempre disse que, ou temos um exército pronto para lutar a meu lado ou não é possível atingir o que quero para o nosso Clube.

Assumo que continuamos a não o ter. Continuamos a ser um Clube onde ainda existem pessoas de grandes egos, que se intrometem na vida do Clube, de opinadores fáceis mesmo não sabendo nada do que se passa não se coibindo em cada oportunidade de aparecer nos media, em vez de nos mantermos sempre unidos, incondicionalmente, com quem lidera o Clube e, assim, tendo a mesma linguagem de exigência para com todos.

Ser líder é, entre outras coisas, ter objectivos mas também ser feliz. O meu objectivo está ainda mais forte do que alguma vez esteve: ser campeão! E em tudo. Mas feliz não estou.

Percebi a mensagem dos 90% de sportinguistas que foram votar: queremos ser felizes. E não lhes vou virar a cara, mesmo num momento de grande mágoa que tenho. Por eles e pelo nosso grande Sporting Clube de Portugal vou, mais uma vez, colocando o que sinto e a minha vida em segundo plano, retribuir a confiança que depositaram em mim e dar-nos a merecida alegria de podermos dizer que somos campeões!

Mas volto a alertar que, com tudo o que vejo, leio e recebo de mensagens, e porque não consigo viver com a bipolaridade de algumas pessoas, se nada se alterar nunca atingiremos a plenitude do sucesso que queremos.

Considero que após este Esforço, Dedicação e Devoção que finalmente nos irá dar a tão merecida Glória, devido à estupidez humana e bipolaridade latente, a dúvida persiste em mim sobre quando será o tempo de vir alguém liderar este Clube, que, mesmo que não perceba nada do que é isso, goste do protagonismo que esta posição dá e que eu detesto. Que consiga conviver com esta falta de exigência diária que me mata. Que saiba viver com esta falta de militância que não permite olhar para o futuro com outros olhos. Que não se importe com os sportinguistas a quererem meter-se constantemente na sua vida sobre todos os assuntos, mesmo os mais incríveis que se possa pensar. Que não se importe com a ingratidão constante de muitos. E que seja feliz a ser "discreto" a cada insucesso só para ser "popular" e passar pelos pingos da chuva a cada tempestade.

A única coisa que vos peço para a próxima época é que me deixem em paz, que me deixem trabalhar como eu achar melhor para depois poderem viver as alegrias que tanto merecemos.

A próxima época será assim mais um momento crucial da minha passagem pelo Clube, e não existirá ninguém mais motivado do que eu para a Glória que tanto merecemos.

Acreditem que, se todos estivernos focados na exigência e competência máxima, vamos tê-la. Todos, e aqui até dos adeptos falo, temos uma missão para esta importante alteração de mentalidade que tem de ser uma realidade em todas as modalidades. Tudo começa pela vontade, querer, garra, alma, cumplicidade, força, superação e talento. Se isto falha, nada se constrói. E temos de ter a consciência de que nada disto acontece se formos amenizando esta realidade, dando uma escapatória a quem não a tem: quem serve este Clube tem de nos trazer a Glória e, se tal não suceder, não pode permanecer.

Amo-te Sporting, e nada nem ninguém irá mudar isso e com este Amor nem a morte nos separará!



O post que reproduzi em cima esteve disponível durante cerca de duas horas. Por volta da meia-noite, a conta de Facebook do presidente foi desativada.

Não vou analisar pormenorizadamente o que foi escrito porque me parece que não é o momento ideal para o fazer. 


Em relação ao facto de o presidente ter anunciado que vai deixar de comunicar através do Facebook, parece-me uma medida sensata. Não porque ache que o Facebook não possa ou não deva ser utilizado pelos dirigentes do clube - pode e deve ser utilizada, pois é uma ferramenta com um alcance inigualável -, mas porque até agora nem sempre tem sido utilizada com o devido foco, critério e eficácia.

As intervenções de Bruno de Carvalho no Facebook já foram úteis em muitas ocasiões, mas também já foram inúteis - no sentido de não terem feito qualquer diferença -, e noutras situações chegaram a ser contraproducentes. Se esta decisão tiver sido efetivamente o resultado de uma profunda análise, então creio que o clube poderá ganhar com isso. Vamos aguardar para avaliar o alcance desta mudança de estratégia.






A negociação com o Marselha

Como é sabido, no último dia de mercado o Benfica chegou a acordo para a venda de Mitroglou ao Marselha. O montante acordado foi de 15 milhões de euros, mantendo o Benfica direitos sobre 50% de uma futura venda. Uma verba perfeitamente enquadrada no valor de mercado do atleta de 29 anos, que marcou 27 golos na última época em cerca de 3200 minutos de utilização. Pode-se discutir se havia mesmo necessidade de vender um jogador que vale tantos golos e que tem características bem diferentes das dos outros avançados do plantel, mas, uma vez tomada a decisão de se transferir o jogador, é um valor que faz sentido.

Obviamente que acaba por parecer pouco para quem se habituou ao mundo de ilusão dos mendilhões que os jornais ajudam a alimentar. Daí que ninguém tenha estranhado as capas e notícias que, nos dias anteriores, prometiam valores mais elevados. A própria evolução do potencial negócio foi curiosa. No dia 30 de agosto, o clube mostrava-se disposto a resistir a todos os ataques:



Iriam ser apresentadas ofertas de valores consideráveis (e de bons clubes!), que dificilmente levariam Vieira a mudar de opinião - os negociadores implacáveis são assim. O único valor que é referido pela notícia d' A Bola aparece lá mais para o fim: 25 milhões. Rumores apenas, mas de qualquer forma serviu para fazer notícia. Ficámos a saber, também, que o grego se sentia bem na Luz.

No dia 31, já havia números mais concretos... e um pouco mais baixos:



O Marselha ofereceu 15 milhões por 50% do passe, mas Vieira só admitia a saída por 20 milhões, Caso contrário, "nada feito".

Entretanto, consumou-se a transferência por... 15 milhões. Como dar a volta aos contornos finais de uma venda sobre a qual se prometia, nos dias anteriores, que só se iria concretizar por valores mais elevados? Simples. No dia 1 de setembro, dá-se a notícia da transferência assim:



De repente, apareceram novas "condicionantes" que abriam a porta ao aumento do valor recebido pelo clube, devidamente justificado pelo mercado que o jogador continua a ter na China.

A questão não referida é que, a não ser que apareça um clube do carrossel, dificilmente os 50% que o Benfica manteve de Mitroglou valerão verbas tentadoras: não só porque a sua idade não joga a favor da sua valorização, mas também porque o clube francês terá pouco interesse em se desfazer do jogador enquanto continuar a marcar golos. Não os marcando, é normal que a sua cotação desça.

O importante, como se sabe, é ir-se pintando um cenário tão cor-de-rosa quanto possível.

Mas ainda houve uma outra "condicionante" inovadora a saltar cá para fora em relação a este negócio:


Ou seja, segundo os nossos jornalistas, o Marselha não só terá de indemnizar o Benfica se rejeitar uma venda superior a 30 milhões, como também terá de pagar ao Benfica mais um camião de dinheiro caso não venda o grego ao fim de um determinado prazo. Cláusulas dignas do tempo do TPO que se julgavam extintas.

Se continuarem a aparecer "alíneas" destas, é possível que Mitroglou ainda venha a render uns 60 milhões ao Benfica... pobres franceses, está visto que precisam de arranjar alguém que saiba negociar.

E, finalmente, na apresentação em Marselha, Mitroglou disse isto:


Relembro que, apenas dois dias antes, A Bola sabia que o grego se sentia bem na Luz. Arco-iris e unicórnios...


O comunicado à CMVM

No dia 1 de setembro, o Benfica emitiu um comunicado à CMVM sobre a venda de Mitroglou:


O facto de o Benfica ter comunicado à CMVM a venda de um jogador por 15 milhões fez-me lembrar de uma outra narrativa. Há uns anos, quando o Benfica vendeu Cancelo, Bernardo e Cavaleiro por 15 mendilhões à peça, a SAD não emitiu qualquer comunicado à CMVM. Um negócio que, de si, já era estranhíssimo, não mereceu, apesar dos elevados valores envolvidos, a devida comunicação ao mercado. Na altura, Domingos Soares Oliveira justificou-se assim, em entrevista ao Expresso:


Considerando que o ativo do Benfica cresceu desde essa altura (comprar e vender em mendilhões ajuda bastante ao aumento do ativo), por que motivo comunicaram a venda de Mitroglou à CMVM?


A venda gorada para a China

O empresário Paulo Teixeira revelou ontem, num post no Facebook, uma história interessantíssima sobre como Vieira rejeitou a venda de Mitroglou para a China por 45 milhões de euros, há apenas seis meses.

Quem não sabe do que estou a falar, pode informar-se aqui: .

Assumindo que os pormenores relatados são verdadeiros, a decisão de Vieira em não vender Mitroglou por 45 milhões é, do ponto de vista desportivo, bastante compreensível: em fevereiro o mercado estava aberto na China mas fechado em Portugal, o que significava que o Benfica não poderia arranjar substituto para o grego.

O interessante é tudo o resto:

  • Vieira, numa primeira fase, aceita vender por 45 milhões, mas mais tarde decide meter Mendes ao barulho - e é isto que acaba por comprometer o negócio.
  • Na altura, a notícia que saiu foi que o negócio não se concretizou por vontade de Mitroglou. Mas no post de Paulo Teixeira podemos ler isto: "No decorrer do processo, LFV liga para me dizer: ‘Você vai ler uma notícia n’A Bola na qual o Mitroglou diz que não quer ir para a China. Não se preocupe, eu é que mandei pôr’."

Notícia plantada, portanto. As fontes a funcionar. A informação de que tinha sido Mitroglou a rejeitar a transferência (mais um de alma e coração no Benfica) lá apareceria. Com um destaque reduzido na capa do Record...


... mas em GRANDE ESTILO nos freteiros do costume:


Delicioso.

P.S.: à hora que termino de escrever este post, nenhum jornal desportivo online deu a notícia daquilo que Paulo Teixeira revelou sobre a venda falhada de Mitroglou para a China. Normal, como sempre acontece quando a notícia pode ser delicada para o Benfica. Devem estar com a atenção toda centrada naquilo que dizem os dirigentes do West Ham...



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Vou fazer um pequeno apanhado de casos que nos mostram a abrangência da ação do Benfica ao nível da comunicação - comunicação oficial, não oficial, relacionamento com jornal e jornalistas, e as diversas formas que encontram para atacar os adversários.Seguem então sete exemplos. Podiam ser muitos mais, é possível que recupere este tema no futuro e coloque aqui outras situações, mas estes chegam para dar uma ideia de como a coisa funciona.I. Questões para Diamantino No dia 7 de setembro de 2016, Carlos Janela enviou a Luís Bernardo um email com perguntas que tinha feito para entregar a Diamantino. As questões delineadas por Janela são uma delícia, ao estilo da propaganda mais descarada, e feitas para orientar as respostas no sentido que interessava.(via @hdv1906)A primeira pergunta que poderá surgir, ao ler isto, é: por que razão é que Janela enviou perguntas para Diamantino. A resposta é muito simples: nesse mesmo dia, 7 de setembro de 2016, a TVI realizou uma entrevista a Luís Filipe Vieira, dividida em duas partes. A primeira parte foi realizada no Jornal das 8 por José Alberto Carvalho. A segunda parte foi realizada logo a seguir, na TVI24, com entrevistadores convidados: Pedro Ribeiro, Domingos Amaral e... isso, acertaram... Diamantino.Para Janela não bastava haver três entrevistadores naturalmente alinhados com o entrevistado - pela sua condição de benfiquistas pouco depois da conquista do Tri -, foi também necessário garantir que as perguntas certas eram colocadas. Nunca vi tal atestado de estupidez passado a alguém, o que, no caso de Diamantino, até é compreensível.Podíamos perder tempo a comparar as perguntas que Diamantino fez com as que Janela lhe enviou, mas seria perda de tempo. Fiquemo-nos por aqui: foi isto que escrevi na altura sobre essa entrevista:(link desse post: LINK)Ai, ai, estas teorias da conspiração...II. Comunicação não oficial, a outra face do "não falem nos outros" (imagens via @maldsuado)Não há muito para dizer. O clube do presidente-estadista, nas modalidades, está disposto a pagar a pessoas para prepararem material que lhes permita condicionar os jogos seguintes, utilizando contas não oficiais nas redes sociais. Agora imaginem aquilo que estarão dispostos a fazer no futebol.III. O bonecoNão bastam as cartilhas. Aqui pode ver-se Janela a enviar um texto para Hugo Gil publicar "como se fosse seu".IV. Peça à medida (via @portolucido)No dia 18 de novembro de 2008, o Diário de Notícias fez um artigo em que Paulo Gonçalves garantia que não existia no Benfica tratamento de favor às claques.Nesse mesmo dia, Paulo Gonçalves recebeu o seguinte email do jornalista que escreveu o artigo:Sim, o mais importante numa peça jornalística é que fique à medida das expetativas de um dos lados da questão.V. Luís Bernardo a distribuir jogo pelos jornaisExemplo de emails iguais enviados a jornalistas d' A Bola (Nuno Paralvas), Record (Vanda Cipriano) e CM (Pedro Sousa), para alertar de um potencial problema para Jorge Jesus após a sua expulsão no V. Setúbal - Sporting.VI. A página Sporting Comédia de Portugal tem donoA página de Facebook Sporting Comédia de Portugal, que se dedica exclusivamente a tentar humilhar o Sporting, é administrada por Tiago Bento Ferreira... funcionário do Benfica. E depois dizem que os outros é que são antis...VII. CumplicidadesJosé Manuel Delgado a dar conselhos a Paulo Gonçalves sobre a estratégia a seguir.Rui Patrício entre os 30 nomeados para o Ballon D'Or Justíssimo! Parabéns, Rui!Cristiano Ronaldo e Pepe são os outros portugueses nomeados.Lista dos nomeados:Sergio AgüeroPierre-Emerick AubameyangGareth BaleGianluigi BuffonCristiano RonaldoKevin De BruynePaulo DybalaDiego GodinAntoine GriezmannGonzalo HiguainZlatan IbrahimovicAndrés IniestaKokeToni KroosRobert LewandowskiHugo LlorisRiyad MahrezLionel MessiLuka ModricThomas MüllerManuel NeuerNeymarDimitri PayetPepePaul PogbaRui PatricioSergio RamosLuis SuarezJamie VardyArturo VidalVitória hardcore Começa a ser uma ciência: quando o Sporting ganha à tangente, pode-se aferir a importância da vitória e o nível da azia dos rivais pelo tempo que o presidente do clube adversário passa na sala de imprensa após o final da partida. Nesse sentido, considerando que defrontávamos uma espécie de Benfica C (sendo que o Braga é o Benfica B e o Benfica B é o Benfica D), o jogo de ontem não poderia ter terminado de forma mais apropriada para testar a teoria acima exposta. Golo marcado nos descontos dos descontos dos descontos que deu direito a um presidente na sala de imprensa a mostrar fotos de mazelas de jogadores em lances perfeitamente limpos e a barafustar com a compensação de tempo demasiado esticada por João Capela (aqui com alguma razão, admita-se). Sendo esse presidente um benfiquista assumido que tem o condão de contagiar esse benfiquismo aos treinadores e jogadores que lidera sempre que a sua equipa defronta um grande - principalmente quando o adversário é o Benfica - é fácil compreender a sua a frustração - não tanto pelo ponto perdido - que não lhe deverá fazer particular falta, considerando que o objetivo da manutenção está bem encaminhado -, mas sobretudo pela mala que voou e pela impossibilidade de um certo rival do seu adversário poder assumir o segundo lugar isolado na classificação. Há dias assim.Foto: Vítor Parente / Kapta+ (zerozero.pt)Até ao fim - as circunstâncias eram bastante desfavoráveis: havia o desgaste acumulado durante a semana com duas viagens intercontinentais e uma partida exigente, e, para piorar, um dos poucos jogadores poupados a esse esforço foi expulso, deixando a equipa em desvantagem numérica durante meia-hora. Jesus preferiu não mexer na equipa e colocou William como central improvisado. Como seria de esperar, o Sporting não foi capaz de fazer um final de partida tão esclarecido como seria desejável, mas nem por isso deixou de criar ocasiões para marcar. Foi um daqueles jogos ganhos com o coração, graças à superação de esforço de todos os que estavam em campo. Vitória hardcore, mas inteiramente merecida.A importância de ter Dost - marcou mais um golo que foi só encostar, correspondendo a um magnífico cruzamento de Acuña, mas o holandês teve participação decisiva na construção da jogada, fazendo a ligação com Bruno Fernandes (que depois faria o passe para Acuña) com um precioso toque em habilidade. Não marcou o segundo golo, mas também teve um papel fundamental na jogada ao servir Doumbia com um toque de cabeça em esforço. Ricardo Costa antecipar-se-ia ao costamarfinense desviando a bola para o poste, e Coates faria o resto. O regresso de Dost não podia ter corrido de melhor forma.Liga NOS | @CDTondela1933 x @Sporting_CP | 1-2 |⚽ Coates 99’ | O defesa-central aproveitou um ressalto e com um remate forte bateu Cláudio Ramos e ofereceu aos leões três pontos preciosos. pic.twitter.com/TQjLLbzFLF— SPORT TV (@SPORTTVPortugal) 19 de fevereiro de 2018 A resposta ao golo do Tondela - boa reação da equipa, que aumentou a velocidade de execução e a pressão sobre o adversário, encostando o Tondela às cordas. O golo de Dost surgiu com naturalidade, e a equipa poderia ter perfeitamente chegado ao intervalo em vantagem.Equipa hardcore - Pepa prometeu e a sua equipa não o desiludiu. A partir do momento em que o Sporting começou a mandar no jogo, o Tondela entrou em modo castanhada e conseguiu superar largamente a média que faz deles a equipa mais faltosa da liga. 24 faltas, algumas delas bastante duras e que não nem sempre foram punidas em conformidade, que ajudará a subir a média de 18 faltas que tinham até esta jornada. Curiosamente, Pepa ainda não explicou em que ilha deserta ficou perdida a equipa hardcore no dia do jogo contra o Benfica, partida que apenas cometeram... 8 faltas. Uma equipa pouco séria, que tem por hábito ser das mais duras do campeonato, mas que estende a passadeira quando o adversário ao Benfica. A rábula do presidente do Tondela após o final do jogo foi a cereja no topo do bolo. Se há uma equipa que merece perder desta forma hardcore, o Tondela é seguramente uma delas.(via @paravertudo)A arbitragem - João Capela fez uma excelente arbitragem... até ao tempo de descontos da primeira parte. Deu apenas um minuto adicional (quando houve uma assistência que, sozinha, durou quase dois minutos) e nem deixou marcar um canto conquistado antes desse minuto adicional se ter esgotado. A segunda parte foi muito fraca, com erros para os dois lados. O mais falado é, obviamente, a extensão do tempo de descontos da segunda parte, que foi exagerado (apesar de não tão exagerado como se diz por aí, pois houve imensas paragens após os 90'). Mas, por outro lado, os quatro minutos de descontos, numa segunda parte que teve muitas paragens e substituições, foram compensação demasiado curta. Mathieu foi bem expulso, mas Pedro Nuno devia ter visto também ordem de expulsão - segundos antes tinha simulado uma falta sem ver amarelo, e a varridela a Rúben Ribeiro foi alaranjada. Pareceu-me haver um penálti por assinalar sobre Coates aos 73', mas infelizmente o VAR não fez a revisão desse lance. O amarelo a Murillo por simulação não faz sentido: apesar de não ter havido penálti, o desequilíbrio é natural face à pressão que estava a sofrer de ambos os lados. Coates devia ter visto amarelo por tirar a camisola nos festejos. Arbitragem obviamente negativa, mas não tão inclinada quanto os Benfica Press's da vida quererão fazer crer.A expulsão de Mathieu - segundo amarelo bem visto, numa asneira pouco compreensível num jogador tão experiente. Esteve muito perto de comprometer decisivamente a conquista dos três pontos.Nota artística: 4 até à expulsão, 3 no geral.MVP: Bas DostVitória hardcore, obtida no final de um tempo de descontos hardcore, contra uma equipa que prometia ser hardcore e foi efetivamente hardcore. Curiosamente, foi uma espécie de reedição do jogo de estreia do Tondela na I Liga, em casa emprestada... contra o Sporting, que também terminou em 2-1, com o golo da vitória a surgir aos 98'. Três pontos absolutamente fundamentais.O "saneamento" de Eduardo Barroso "As justificações que me deu, e que não tinha de dar, ficam entre nós, mas caramba, ambos merecíamos uma despedida que não cheirasse a saneamento, numa altura em que tenho sido um dos mais assumidos críticos dos e-mails da vergonha."As linhas que podem ler em cima são parte do último texto que Eduardo Barroso escreveu o jornal A Bola, colocando fim a uma colaboração que durou vários anos. Segundo se pode ler no artigo publicado ontem, a iniciativa desta decisão partiu do próprio jornal. Eduardo Barroso faz várias referências à forma como lhe foi comunicada a medida, e a ideia que deixa passar - de forma suficientemente explícita - é que não terá sido Vítor Serpa o seu promotor principal. Ora, não tendo a ideia partido do diretor do jornal, então é bem possível que o responsável tenha sido José Manuel Delgado - restando saber se por ter cedido à pressão do Benfica, ou se por ter antecipado que Barroso se poderia tornar numa voz demasiado dissonante em relação à linha editorial do jornal.Convém puxarmos a cassete um pouco atrás para relembrar algo que é extremamente importante. Goste-se ou não se goste do estilo, há uma coisa que, mesmo não o conhecendo pessoalmente, me sinto à vontade de escrever sobre Eduardo Barroso: é muito difícil encontrar, de entre os sportinguistas que habitualmente dão a cara pelo clube, alguém que seja mais independente: independente em relação à direção do Sporting, porque não me parece que tenha ambição de voltar a ter um cargo de maior relevo que o atual (é Conselheiro Leonino, tendo sido por sua iniciativa que não se candidatou a PMAG na lista de Bruno de Carvalho em 2013); e independente em relação aos canais de televisão e jornais onde comentou, pois não precisa deles nem para ganhar visibilidade, nem por questões financeiras. Essa independência é facilmente comprovável. Apesar de ter sido eleito PMAG pela lista de Bruno de Carvalho em 2011, soube manter uma postura de total lealdade institucional com a direção de Godinho Lopes. Perante o descalabro desportivo e financeiro e a progressiva contestação dos sócios, Eduardo Barroso acabaria por se tornar um dos motores que levaram à realização de novas eleições - das quais, sabiamente, se auto-excluiu. O facto de ser um acérrimo defensor de Bruno de Carvalho não afeta a sua independência, pois não existe qualquer incompatibilidade entre ser-se independente e ser-se acérrimo defensor de alguém. Eduardo Barroso defende Bruno de Carvalho com unhas e dentes porque percebe o trabalho meritório do presidente. Como independente que é, acredito que, num cenário em que a qualidade do trabalho de Bruno de Carvalho caísse a pique, Eduardo Barroso não deixaria de fazer as críticas que entedesse serem justas. Eduardo Barroso é genuino no seu comentário, no sentido em que não consegue esconder a alegria ou a mágoa em função do momento em que o clube atravessa. Acredito que não concorde com tudo o que diz e faz Bruno de Carvalho, mas, por uma questão de lealdade, prefere salientar o que de bom é feito - e ainda bem que é assim, porque já há demasiados notáveis com espaço na imprensa que têm a crítica na ponta da língua e são muito ponderados e poupados no momento de elogiar. É importante para o clube que haja quem sirva de contraponto à opinião dominante - que, infelizmente, é claramente desfavorável a tudo o que o Sporting e o seu presidente façam.E é por isso que acho repugnante a opção que o jornal A Bola tomou ao sanear Eduardo Barroso da sua equipa de comentadores afetos a um clube. De certeza que não foi por uma questão de independência, nem foi por uma questão de qualidade da escrita ou por falta de cordialidade (que raio, se qualidade de escrita e cordialidade fossem critérios relevantes, Rui Gomes da Silva teria sido corrido ao fim de meia-dúzia de artigos). Sobra a alternativa: Eduardo Barroso foi afastado por ser um acérrimo defensor de Bruno de Carvalho.Infelizmente, A Bola tem uma rica tradição em sanear espaços de comentário sportinguistas que se tornam incómodos, ao contrário do que acontece com espaços afetos a outros clubes. José Diogo Quintela saiu porque a direção do jornal decidiu tomar partido no diferendo que tinha com Miguel Sousa Tavares (que ainda hoje escreve no jornal), e antes disso também o Visconde do Lumiar foi afastado de forma algo repentina.Nada que surpreenda num jornal que há muito que decidiu ser um meio de comunicação oficioso do Benfica, que demonstra parcialidade e tendenciosidade numa base diária. Atenção que há bons profissionais naquele jornal - muitos dos quais são sportinguistas -, mas a direção está completamente minada de gente que não nasceu para ser jornalista.Voltando a Eduardo Barroso, espero que continue a dar a cara pelo clube. Sportinguistas como ele fazem falta. Quando Bruno de Carvalho fala em militância, é disto a que se refere. Pena que não existam muitos mais.P.S.: Sobre a direção d' A Bola, há uma boa e uma má notícia. A boa é que Serpa e Delgado estão de saída. A má é que os que aí vêm ainda são piores.Peça da Sporting TV sobre a "investigação" d' A Bola Inclui comentários de André Dias Ferreira. Vale a pena ouvir.Nos juniores femininos fazem-se coisas destas Um golo que valeu a vitória no campo do 2º classificado da série que o Sporting disputa, o A-dos-Francos. Grande jogada, grande golo! Da jogada ao golo da @BarbaraM210 é tudo fenomenal! Juniores, super líderes ✅⚽️😎 #FutFemSCP @Sporting_CP pic.twitter.com/X5CYjGOzLi— Sporting CP FutFem (@FutFemSCP) 9 de dezembro de 2016O campeonato de juniores femininos joga-se em futebol de 9, devido à falta de jogadoras - muitas jogadoras com idade de júnior participam no campeonato sénior. Apenas existe futebol de 11 no futebol sénior. A classificação da série D está assim ordenada:Narrativando I: O salário de Gabriel Barbosa Ainda sobre a forma como as notícias se vão dando por cá - inseridas num cenário mágico repleto de arco-iris e unicórnios a saltitar em prados avermelhados quando os visados são uns, e anunciadas acompanhadas pelo som das sete trombetas apocalípticas quando são outros -, acho interessante fazer um apanhado de alguns exemplos.Começo pela transferência de Gabriel Barbosa. Como todos sabem, é um jogador em que o Sporting esteve interessado em obter também por empréstimo. O Sporting queria Gabriel Barbosa, e Gabriel Barbosa parecia querer o Sporting, chegando ao ponto de, a determinada altura, ter passado a seguir o clube na sua conta de Instagram. O problema é que, segundo as notícias que foram sendo publicadas, Bruno de Carvalho queria que o Inter assumisse o pagamento da totalidade do salário do brasileiro.O interesse mútuo acabou por esfriar ainda antes de o Porto ou o Benfica terem demonstrado interesse em contratá-lo. Suponho, portanto, que o Inter não terá concordado com as condições que o Sporting propunha - nomeadamente o pagamento integral dos salários.No entanto, olhando para a primeira página d' A Bola de ontem, pode ler-se que...... os italianos pagam a totalidade do salário. Estranho, considerando que a transferência para o Sporting terá caído precisamente pelo facto de os italianos não quererem ficar responsáveis por 100% do salário. O que oferecia o Benfica a mais? A determinada altura, falou-se na inserção de Lisandro Lopez no negócio...... mas, como também se sabe, isso acabou por não acontecer.Mais estranho fica quando olhamos para o que os jornais italianos escreveram sobre o assunto:in Gazzetta Dello SportTraduzindo do italiano: "O clube português assumirá quase metade do salário. Em Milão aguarda-se pelos documentos para fechar o negócio. Nas últimas horas foi feita uma sondagem por Lisandro Lopes. A operação pelo defesa central argentino de 28 anos com passaporte espanhol acabaria por ser colocada numa operação autónoma à que diz respeito da transferência do brasileiro. Para se confirmar a operação, falta também o acordo iminente entre Marselha e Mitroglou. Os franceses estavam interessados em Gabigol, mas acabaram por preferir o grego."Segundo outras versões que já li por aí, o Benfica assume 40% dos 2,7 milhões limpos (que corresponde a cerca de 6 milhões brutos) que Gabriel Barbosa aufere. Ou seja, nesse cenário, caberá ao Benfica o pagamento de um total de 2,4 milhões em salários. Bastante abaixo do teto salarial do clube, mas, ainda assim, muito diferente do custo zero apregoado pelo jornal A Bola.Gazzetta ou A Bola: algum dos dois jornais deu uma notícia errada. A lógica dirá que a discrepância entre as duas versões se explica com mais uma tentativa de uma das habituais fontes da Travessa da Queimada em dourar a pílula. Como sabemos, os responsáveis pelo jornal não se costumam armar em esquisitos para moldar determinadas realidades.Craques a título póstumo Craques a título póstumo. Não literalmente, obviamente, apenas no sentido figurado, é a última moda no carvão lançado pela máquina de comunicação benfiquista: os jovens jogadores do Sporting só passam a ser bons quando entra no plantel alguém que lhes possa fazer concorrência pelo lugar. Tanto quanto me lembro, o pioneiro desta tendência foi Pedro Guerra, na época passada, falando de Tobias Figueiredo. Enquanto Tobias jogava com frequência, nem um comentário. Quando apareceu Naldo e Tobias foi relegado para 4ª opção, aqui-d'el-rei!, que estão a amputar os sonhos de um jovem talento.Mas, quer se goste, quer não, Pedro Guerra não esconde os seus interesses nem tem qualquer obrigação profissional de dar opiniões isentas e honestas. No entanto, não se pode dizer o mesmo de outro Guerra, o Fernando, um dos diretores-adjuntos do jornal A Bola, que, na noite do último domingo, conseguiu elevar esta técnica a um novo patamar, ao falar sobre Rúben Semedo:(obrigado, sapinho!)Agora que lhe cheira que a titularidade de Rúben Semedo poderá estar em risco pela chegada de Douglas, admite tacitamente que o jovem central já deveria ter sido chamado por Fernando Santos à seleção, e ainda consegue ter a distinta lata de direcionar a responsabilidade dessa não convocatória para Jorge Jesus (um dos ódios de estimação de Fernando Guerra, que já vem do tempo em que era treinador do Benfica), por causa de uma conversa que ele acha que poderá ter acontecido entre o treinador do Sporting e o selecionador nacional. Curioso, no entanto, que apesar de Rúben Semedo ser titular do Sporting há oito meses, Fernando Guerra não tenha ainda arranjado oportunidade nos seus espaços de opinião no jornal para o elogiar. Outros há que não precisaram de esperar tanto tempo para terem direito aos elogios do decano jornalista.P.S.: curiosamente, há uma semana, em pleno período de compromissos das seleções, Fernando Guerra não se lembrou de escrever sobre a injustiça da não convocação de Rúben Semedo, preferindo dedicar a sua meia página das terças-feiras a elogiar Antero Henrique...... curiosamente, acabado de sair do Porto. O mesmo Antero Henrique que, três anos antes, tinha sido alvo destas simpáticas palavras de Fernando Guerra:Pois...Sobre o aumento salarial de Coates Nas primeiras páginas dos jornais de hoje existem duas referências ao aumento salarial de Coates.O Jogo fala num esforço do clube para segurar Coates, pagando um salário anual de 2,6M e custos de intermediação...... enquanto A Bola diz que Bruno de Carvalho fez do central o segundo jogador mais bem pago do plantel...Em relação aos custos de intermediação, teremos de esperar pelo quadro das transferências que é hábito o clube publicar, para ficarmos a saber qual é o nível de "esforço" a que o Sporting foi obrigado a fazer. Recordo que o Sporting pagou uma comissão de 75.000€ na altura em que conseguiu o jogador por empréstimo - mas é expectável que, no contrato rubricado ontem, o valor de intermediação seja bastante superior.Em relação ao salário, tomando por boa a informação d' O Jogo - 2,6 milhões por época -, já é possível perceber qual foi o nível de cedência da SAD às pretensões do jogador. Basta, para isso, recuperar o contrato que o Sporting e o jogador assinaram no final de janeiro de 2016, aquando da sua chegada por empréstimo - que mais tarde seria publicado pelo Football Leaks. Lá podemos ler o seguinte:Ou seja, o salário anual de Coates era de 2,4 milhões de euros anuais. Isto significa que terá havido um aumento de 200.000 euros anuais, ou seja, falamos de um aumento de 8,3%. Menos, por exemplo, que a comissão de um Jorge Mendes.Confirmando-se estes números, não se pode dizer que o Sporting tenha feito um grande esforço para segurar Coates.Os dois comunicados do Sporting que foram apagados do Facebook O Sporting emitiu hoje dois comunicados através da conta "Comunicação SCP" que foram apagados do Facebook, seguramente por terem sido denunciados por uma série de benfiquistas que têm dificuldades em aceitar que outros façam uso da sua liberdade de expressão, a mesma liberdade de expressão que os seus minions usam (e abusam) diariamente.Concorde-se ou não se concorde com esta estratégia de comunicação do Sporting, não é admissível que uns tentem condicionar o direito dos outros de dizerem aquilo que entendem. Como tal, aqui ficam os dois comunicados que foram apagados.Se vai haver eleições tem de haver festas e bobos, perdão bombos!A) CurrículoAndré Ventura, advogado, responsável pela campanha para as novas eleições de Luís Filipe Vieira e logo, como prémio pelo desempenho, promovido a paineleiro de TV, primo de Pedro Guerra, personagem que tem Rui Gomes da Silva como padrinho de casamento e que é grande amigo desse vulto das plataformas oficiais do Benfica e da arbitragem, o Hugo Gil (uma amizade cada vez mais sedimentada por almoços de "trabalho" em prol da "comunicação" encarnada).Tem como missão marcar a agenda todos os dias. B) Mas afinal o que é ser responsável por uma campanha de Luís Filipe Vieira?1. Tentar passar uma mensagem positiva pela sua gestão? Impossível, já não existe ninguém que não perceba que a mesma vive de atamancar divida, aumentar passivo e tentar desesperadamente controlar o que que se passa à volta das 4 linhas;2. Transmitir as linhas programáticas de LFV? Impossível, o programa eleitoral já tem cerca de 12 anos e nunca foi ou é revisto, versa sobre algo que é ser a espinha dorsal da selecção e formação... Ou seja, aqueles pontos que todos já perceberam que não passarão de chavões e que nunca serão cumpridos;3. Explicar detalhadamente as contas do clube para enaltecer o trabalho do candidato? Impossível! As contas são péssimas. A estratégia é dizer apenas por alto e de fugida que têm lucros, colocar as palavras "histórico" e “financeiro” juntas e fugir a 7 pés de qualquer explicação para não mexer mais em algo que reluz, com táticas de comunicações e capas bonitas de jornais, mas que não é ouro... é apenas muita lata amarelada. Mais um assunto sem sustentação argumentativa;C) Então para que serve André Ventura?Puto novo, pinta de gingão, mais “leve” nas manobras do que o seu primo, menos desgastado em termos de imagem do que o seu padrinho (mas prestes a apanhá-lo a uma velocidade vertiginosa) e, como exerce pouco e não é arbitro, com mais disponibilidade do que o Hugo Gil. Com estes “predicados” torna-se, numa sociedade que consome tudo o que lhe é servido na TV, no mentiroso “credível” de serviço. Se o puto gingas diz é porque deve ser verdade. Ainda por cima, o coitado até já “revelou” que anda a ser ameaçado mas que nunca se calará. Puto gingão e corajoso... a credibilidade, portanto, cresceu a olhos vistos. Assim, criada esta imagem publica de credibilidade, com a ajuda de uma comunicação social que cada vez se preocupa menos em informar ou com a qualidade da informação, e que vive apenas de valores de share e trocas de “favores” e “conteúdos”. Com André é “sempre a abrir”;D) Mas então o que faz André Ventura se nada de útil tem para dizer?Mente. Cria factos falsos para criar “notícias”/ “ruído” para tirar do espaço mediático os assuntos que, sendo verdadeiros, incomodam o seu clube. Eis alguns exemplos: problemas com os seus atletas, passivo crónico e sempre a aumentar, o caso vouchers, a pressão inaceitável nos bastidores do futebol (e restantes modalidades – vejam-se os exemplos recentes do futsal e atletismo), as atitudes execráveis de LFV com um membro da comissão de arbitragem e de Rui Costa com um delegado da Liga e colegas de profissão – casos estes que continuam à espera de “justiça”, tendo entretanto o médico do Sporting sofrido uma pena de 4 meses (reduzida a 1/4 pela sua função) ou um dirigente do futsal do Sporting sido suspenso por 16 meses!!! Enfim, umas alarvidades de castigos, mas destes dois senhores nem se fala porque a justiça, quando ao Benfica diz respeito, é mais lenta. É por isto e muito mais coisas similares que os peões de brega/cães de fila do Benfica inventam temáticas como manobras de distracção. Falar sobre a vergonha que se está a passar na Federação de Atletismo, em que pessoas ligadas ao Sporting são afastadas por telefone por supostas incompatibilidades, enquanto se mantêm várias pessoas que trabalham no Benfica, pois aí não vislumbram incompatibilidades (o que até se percebe, porque assim a total influência desse clube naquela federação passa a ser clara, transparente e sem ninguém a atrapalhar), ao contrário de outras, em que acontece o mesmo, ou porque não pagam a conta do telefone, ou porque ainda têm uma réstia de pudor, ou porque são sérias no seu trabalho (e, felizmente para o desporto português, muitas estão neste patamar). É sobre estas temáticas todas, e sérias, que deviam debruçar-se os múltiplos fóruns televisivos sobre desporto. Mas temos que concluir que estes, afinal, não passam se sedes de campanha encapotadas e permanentes do Benfica, que assim vai tentando passar entre os pingos da chuva, apesar das verdadeiras atrocidades que fazem ao futebol, ao desporto em geral e aos seus associados.Para terminar uma pequena referência às últimas mentiras deste senhor e do seu primo sobre a nossa Assembleia Geral do passado domingo. Confundidos, certamente, por aquilo que se passa nas AG’s do seu clube, em que elementos ligados às artes marciais servem de guarda pretoriana e de pressão nas mesmas, falam agora de pressões na AG do Sporting Clube de Portugal. É lógico que, pelo menos um deles, sendo advogado saberá que terão de provar aquilo que afirmam no local certo pois, ao contrário do seu clube, no Sporting Clube de Portugal não vivemos de votações electrónicas passíveis de serem manipuladas, de alterações de estatutos para afastar possíveis candidatos, não se usam atletas do clube (ou qualquer outras pessoas) para “pressionar” e “controlar” as AG's, nem se colocam fortíssimos candidatos a uma vitória, como Rui Costa, em missões que levam este a um comportamento conflituoso que serve, ainda por cima, de 2 em 1: eliminar essa “ameaça” interna de ter de o enfrentar nas eleições e pressionar in loco elementos directivos adversários, equipas de arbitragem e delegados da Liga.E, no fim de cada festa, existem sempre aqueles coitados que têm de ficar a limpar tudo e a arranjar o que se partiu e danificou por causa dos excessos. E esses, neste caso concreto, são sempre os adeptos, os únicos que não têm culpa mas que, de manipulação em manipulação, sempre que se distraem, acabam de vassoura na mão a tentar juntar os cacos que sobram dos seus clubes.O padrinho da bola...Rui Gomes da Silva é um parasita que, para além de cobarde, é um incompetente. E é um parasita pois vive sempre na sombra de alguém. Nunca teve, nem terá, qualquer tipo de capacidade ou inteligência para ser mais do que um “yes man”. Assim é na política, onde foi sempre, ainda por cima de má qualidade, a sombra de Pedro Santana Lopes.Assim é no Benfica onde nem bem sombra o deixam ser. É, dentro daquele clube, um ser desprezível e desprezado, em que lhe mudam o “pelouro” de tempos a tempos para não contaminar, com a sua burrice crónica, os restantes elementos que junto dele trabalham. Ele bem queria ser a sombra de Luís Filipe Vieira, mas nem isso consegue.Agora, como paineleiro de TV, vive na sombra do departamento jurídico da SIC, vá lá Deus perceber porquê. E enquanto Deus não percebe este ignóbil, eis que ele decide atacar Jesus. Rui Gomes da Silva é um homem com “h” pequeno que se quer colocar em bicos de pés perante Jesus, um Homem com “H” grande que nunca precisou de cunhas e de “amigos” para chegar ao topo. Jesus é um Homem que o Mundo reconhece como um dos melhores de sempre na sua profissão. É um Homem que retirou o clube deste pequeno parasita de uma agonia que se prolongava há mais de 10 anos. É um Homem que faz Rui Gomes da Silva acordar com calafrios e sobressaltado, ainda assombrado por aquele seu riso de palhaço pobre (que nos perdoem os palhaços esta comparação) quando se referia a Jorge Jesus poder ser treinador do Sporting Clube de Portugal. E, claro, os pesadelos do medo do trabalho deste Homem que sabe e respira futebol como poucos. Rui Gomes da Silva é a prova provada de que existem de facto pessoas que teriam de nascer 10 vezes para conseguirem ser alguém na vida, e, no caso deste, senhor talvez fosse melhor acrescentar um número que lhe diz muito: um zero... e não é à esquerda. Seria mesmo à direita, porque teria de nascer 100 vezes para poder ambicionar ser alguém.Parafraseando Jorge Jesus, meu caro Rui Gomes da Silva, para além de parasita, mentiroso, inútil e supérfluo, o caríssimo vale isso mesmo: Bola!Aprovação vs. banalização do discurso Nuno Saraiva fez, na última terça-feira, um post centrado numa sondagem realizada pelo jornal O Jogo sobre duas questões relacionadas com os presidentes do três grandes. A primeira pergunta consistia numa avaliação do trabalho dos presidentes pelos respetivos adeptos. A segunda referia-se especificamente a Bruno de Carvalho: "O Presidente do Sporting está a banalizar-se no discurso ao falar constantemente?".Concordo com a análise feita por Nuno Saraiva à primeira parte da sondagem. Efetivamente, as eleições do Sporting demonstraram que a esmagadora maioria dos sócios reconhece o bom trabalho que a direção liderada por Bruno de Carvalho tem feito. Relembro que as eleições aconteceram em março de 2017, numa altura em que os resultados da equipa de futebol não podiam ser mais desmotivadores. De lá para cá, a equipa tem realizado uma época de 2017/18 bem superior à anterior, e, para além disso, acrescentou-se ao palmarés do Sporting um campeonato nacional de andebol - que há muito nos fugia - e uma Taça Challenge, o bicampeonato e supertaça de futsal, com uma presença na final da UEFA Futsal Cup, domínio total ao nível do futebol feminino, onde se ganhou tudo o que havia para ganhar em todos os escalões, e ainda dois dos três títulos em disputa ao nível das camadas de formação de futebol masculino. O hóquei também começou a época em bom nível e a nova equipa de voleibol promete lutar pelo título. E, last but not least, as contas da SAD registaram o maior lucro da sua história.É perfeitamente normal (e justíssimo) que esta direção tenha uma taxa de aprovação elevada. No entanto, aprovar-se de uma forma geral o trabalho desta direção não implica necessariamente que não existam aspetos a corrigir ou a melhorar - o que me leva à segunda parte da sondagem.Se me tivessem perguntado se o presidente do Sporting está a banalizar-se no discurso ao falar constantemente, a minha resposta seria, sem margem para dúvidas, afirmativa. Bruno de Carvalho devia ter noção de que está a banalizar-se no discurso. A pergunta d' O Jogo está de facto construída de forma algo manipuladora, mas acredito que se fosse colocada de outra forma - como, por exemplo, "Como avalia o discurso do presidente Bruno de Carvalho neste último mês?" (para ficar idêntica à primeira pergunta da sondagem) -, os números continuariam a ficar bastante abaixo do que os da aprovação do trabalho realizado.A sobre-exposição satura, e pelas reações que vou vendo a seguir a cada novo post, é crescente o número de sportinguistas que vão tendo cada vez menos paciência para o ler ou ouvir. Bruno de Carvalho pode e deve responder a ataques feitos ao clube e a si pessoalmente, mas isso não quer dizer que tenha de responder em todas as ocasiões e, mais importante, não quer dizer que tenha de responder a todos os que o atacam. Só em relação às intervenções mais recentes, Bruno de Carvalho fez bem em responder às calúnias de Paulo Pereira Cristóvão, fez bem em colocar António Salvador no seu lugar, mas o que ganha ao andar a responder a figuras insignificantes como Ribeiro e Castro e meter-se num bate-boca com Rui Santos? Não tem elementos na estrutura que poderão fazer essa lavagem de roupa suja por si, de forma a preservar-se para guerras mais importantes? Não teremos um presidente mais eficaz, com maior impacto na mensagem, se se souber guardar para as ocasiões que realmente o justifiquem?P.S.: por exemplo, foi excelente a intervenção de Bruno de Carvalho no final do jogo de ontem que garantiu a presença na final four da UEFA Futsal Cup. Uma mensagem positiva e agregadora, coisa que não tem sido muito frequente nos últimos tempos. Vale mesmo a pena ouvir.Estratégia de defesa peculiar Ultimamente o futebol tem sido pródigo em estratégias de defesa peculiares. Quando confrontado com a acusação de ser um dos recetores da cartilha de Carlos Janela, João Gobern invocou a 5ª emenda - que é, como quem diz, não vou responder para não me incriminar. Um par de meses mais tarde, Pedro Guerra, homem de prodigiosa memória e capacidade de organização e preparação, pareceu ser vítima de estranho caso de amnésia ao dizer que não se lembrava de ter recebido os mails de Adão Mendes.Mas os exemplos referidos acima são insignificantes quando comparados com o que Jorge Mendes disse ao ser interrogado no âmbito do julgamento de Falcao por fraude fiscal.Já vi desculpas mais convincentes. Aqui fica a notícia dada pelo online d' O Jogo: LINK.Segundo o As, Jorge Mendes foi "apertado" pelo advogado do Ministério Público espanhol no interrogatório de terça-feiraO jornal espanhol As conta parte do interrogatório feito na terça-feira a Jorge Mendes por causa da alegada fraude fiscal de Falcao quando era jogador do Atlético de MadridO agente português disse ao juiz de instrução de Pozuelo de Alarcón, Espanha, que "nunca" assessorou em matéria fiscal os futebolistas que representa.Acontece que o alegado esquema de fuga ao fisco acabava na empresa Multisport and Image Management (MIM), encarregue de gerir os direitos de imagem do jogador através de off-shores nas Ilhas Virgens e Panamá."Conhece Andy Queen?", perguntou o advogado, segundo o As. Jorge Mendes disse que sim, que era seu empregado. A acusação insistiu: "E você não sabe que o seu empregado Andy Queen, é o proprietário da MIM". Jorge Mendes, de acordo com a mesma fonte, negou, garantindo ser uma surpresa essa informação."Andy não me disse, é uma surpresa para mim. Juro-o", terá dito o agente.O advogado do Ministério Público disse então à magistrada que a Polaris, de que Jorge Mendes é acionista e que procura patrocinadores para os jogadores, tem o seu domicílio na mesma rua e no mesmo número da MIM, em Dublin, na Irlanda.Parabéns às sub-19! Depois de uma 1ª fase exemplar, 100% vitorioso, a equipa de sub-19 de futebol feminino do Sporting, liderada por Mariana Cabral, transpôs com brilhantismo uma 2ª fase de características aberrantes - disputada pelos dois primeiros da série C e pelos dois primeiros da série D, em formato de meia-final e final a uma única mão, determinadas por sorteio puro. Quis o sorteio que o Sporting jogasse primeiro em casa com o Viseu 2001 e, caso passasse, que jogaria fora a final com o vencedor do A-dos-Francos - Albergaria. O Sporting venceu por 7-1 o primeiro jogo e hoje apurou-se para a fase final ao vencer fora o A-dos-Francos por 6-1.As Juniores venceram 1-6 e apuraram-se para a final do Camp. Nacional. Agora, como a mister @aminhabola diz: "é para ganhar!" 🔥 @Sporting_CP pic.twitter.com/b083uUu8Xr— Sporting CP FutFem (@FutFemSCP) 6 de maio de 2017A fase de apuramento de campeão disputar-se à numa liga a 3, em que o Sporting defrontará o vencedor da série Norte (Vilaverdense ou Valadares) e o vencedor da série Madeira (Apel).Parabéns às jogadoras e a toda a equipa técnica!Dez anos de Rui Patrício Dez anos de Rei Patrício. É um privilégio e um orgulho podermos contar com um guarda-redes, formado na Academia, que se tornou dos melhores do mundo na sua posição. Foram tantos os grandes momentos, que se torna difícil fazer um resumo que faça justiça ao seu percurso: a defesa de um penálti logo na sua primeira intervenção enquanto sénior, defesas míticas como aquela que fez no último minuto no City of Manchester, o golo marcado ao Twente nos descontos e que valeu um apuramento numa pré-eliminatória da Champions, a exibição do outro mundo que fez em Alvalade contra o Chelsea, o penálti defendido no final da Taça de Portugal que abriu caminho à conquista do troféu, ou o inesquecível europeu que lhe valeu a consagração internacional - melhor guarda-redes do torneio e nomeação para o Ballon d' Or - que lhe recusam em PortugalRui Patrício é já um símbolo do Sporting, e é uma questão de (pouco) tempo para se tornar o jogador que mais vezes envergou a listada na centenária história do clube.E o que é o melhor de tudo isto? É que Rui Patrício tem apenas 28 anos, e vai agora entrar naqueles que costumam ser os melhores anos dos guarda-redes.RUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUIIIIII!!!!!!Serpa, o escudeiro da santíssima trindade do futebol português A parcialidade com que Vítor Serpa analisa os acontecimentos do futebol português não é novidade para ninguém. A linha editorial d' A Bola está muito bem definida de há bastantes anos para cá: infelizmente para o jornal, não assentam numa postura de isenção e equidistância. Os exemplos que este e outros blogues têm mostrado são mais que muitos. Pegando em exemplos recentes, basta ver a forma como A Bola ignorou o caso dos emails durante meses a fio. Se houvesse alguém que não consumisse notícias sobre futebol a partir de outras fontes, não faria ideia de que tal polémica tinha rebentado até ao dia em que a PJ finalmente bateu à porta do estádio do Benfica e da residência de alguns dos seus dirigentes, colaboradores a recibos verdes e meninos queridos.Basicamente, A Bola limitou-se a seguir - de forma que não duvido ter sido concertada - a estratégia definida pelo Benfica para reagir aos emails: manterem-se em silêncio - estratégia, reconheça-se, mais sábia do que tentar defender o indefensável a todo o custo. Aliás, basta ver as trapalhadas em que se viu metido o único protagonista do Apito Abençoado que não se pôde remeter ao silêncio em virtude do seu biscate das segundas à noite: quando a crise rebentou, Pedro Guerra reagiu dizendo que não se lembrava de ter recebido tais emails; neste momento, não só se lembra dos emails, como até já reconheceu que até falou várias vezes ao telemóvel com Adão Mendes. Sentir de perto a respiração de inspetores da PJ deve fazer maravilhas à memória.Numa altura em que é impossível ignorar o escândalo dos emails e as profundas implicações que isso tem para o que se passou nos últimos anos no futebol português, acho magnífico como é que nenhum dos pesos pesados do jornal A Bola ainda não encontrou tempo para se pronunciar de forma detalhada sobre todo este fenómeno. Uma atitude que não surpreende, face ao vergonhoso alinhamento que têm com o clube do atual regime, e que é indigno da profissão que exercem.Igualmente indigna tem sido a postura do presidente da FPF, que parece viver numa realidade paralela. Fernando Gomes manteve-se calado que nem um rato perante os dois acontecimentos mais graves do futebol português nos últimos anos - o assassinato de Marco Ficini e o escândalo dos emails -, e tem preferido tentar, ao invés, colocar o centro da discussão no bate-boca dos dirigentes. Este posicionamento de Fernando Gomes é um escândalo, e é óbvio que só o Benfica pode ficar satisfeito com isso.Daí que não surpreenda que Vítor Serpa tenha produzido mais um artigo inenarrável, desta vez a sair em defesa de Fernando Gomes e tentando colocar o Sporting e o Porto como os maus da fita do futebol português.Ao mesmo tempo em que defende acerrimamente a agenda de Fernando Gomes, o diretor do jornal A Bola aproveita a oportunidade para fazer mais um ataque cerrado ao presidente do Sporting - que, como sabemos, é para Serpa o símbolo da geração rasca do dirigismo desportivo. É impossível, também, não reparar em dois pormenores no discurso serpiano:a falta de huevos para fazer críticas diretas a Pinto da Costa - como se o presidente do Porto não tivesse nada a ver com o ataque que o Porto tem feito ao Benfica;a patética tentativa de colar o escândalo dos emails a algumas figuras menores da arbitragem e uns quantos benfiquistas marginais, como se o círculo de poder de Vieira (Paulo Gonçalves, Domingos Soares Oliveira e o próprio presidente) não estivesse enfiado neste lamaçal até ao pescoço, e como se Ferreira Nunes e os presidente e presidente da AG da Liga não fossem personagens com cargos muito relevantes no edifício do futebol nacional.Serpa não é mais do que um lacaio da tríade que controla o futebol português: está sempre pronto a defender o Benfica, como todos sabemos; não perde oportunidade para elogiar o presidente da FPF, por muito inundado de sonsice que esteja o seu discurso - como este texto bem demonstra; e também, se houver necessidade disso, terá postura idêntica com Jorge Mendes - há quem diga que Serpa fez um discurso emocionado, num briefing que a FPF organizou para os órgãos de comunicação social em vésperas da partida da seleção para o Euro 2016, em que apelou à contenção de notícias sobre os recém-descobertos problemas fiscais em que Mendes estava metido, como se de uma espécie de desígnio nacional se tratasse.Benfica, FPF e Mendes são uma espécie de santíssima trindade do futebol português, que se protege mutuamente com todos os meios que tem ao seu dispor. A promiscuidade entre Benfica e Mendes é mais que evidente. O entendimento entre Mendes e a FPF é mais discreto, mas existe - ao que se diz, também a FPF fez pressão junto dos jornalistas para não darem relevo aos problemas que o empresário arranjou com a lei em Espanha. E também salta a vista a recusa da FPF em agir contra o Benfica em situações gritantes como o das claques ilegais, o caso dos emails ou dos vouchers, ou mesmo a impunidade a que assistimos nos relvados quando o Benfica está em campo.Como se pode facilmente avaliar pelo texto acima, Serpa é apenas uma ferramenta ao serviço da única Santa Aliança do futebol português.Pravda Benfica no caso Talisca? É preocupante a tendência, cada vez maior, revelada por muitos jornalistas em aceitar publicar documentos que lhes são passados pelos clubes sem que façam o menor esforço para os analisar criticamente.  Isto vem a propósito dos artigos publicados por Pedro Candeias, no Tribuna Expresso, e por Nuno Paralvas, no jornal A Bola, onde divulgam o contrato assinado por Benfica e Besiktas para a transferência de Talisca. Como podem ver mais abaixo, a conclusão dos jornalistas é que o contrato prova que o Benfica "não tinha de pagar nada a Talisca", ou seja, que "comprova a versão do Benfica".Isso é falso.Em primeiro lugar, os artigos:Vamos por partes.O que disse Talisca(via Mister do Café)"Não foi por dinheiro que eu saí. Desde as minhas férias já sabia que não iria ficar. (...) Acho que o Benfica teve um desrespeito muito grande por mim, acho que, eu com a minha filha com 6 dias [depois] de nascida, o Benfica pagou o salário de todos os jogadores, menos o meu."A filha de Talisca nasceu a 9 de agosto. Talisca diz, portanto, que, no dia 15 de agosto, o Benfica ainda não lhe tinha pago o salário (que se assume ser referente a julho). Não disse, em momento algum, que o Benfica, atualmente, ainda lhe deve dinheiro.O que diz o contrato entre Benfica e Besiktas?Nos artigos acima colocados faz-se o destaque do artigo 13º, por mostrar que o jogador aceitou a passagem da responsabilidade de pagamento do salário de julho do Benfica para o Besiktas. Ou seja, a partir do momento em que o contrato foi assinado, o Benfica deixou de ter quaisquer responsabilidades nesse sentido.No entanto, os jornalistas em questão poderiam ter olhado para a data do contrato e para o artigo imediatamente a seguir:Isto significa que o Besiktas só assumiu a obrigação de pagar, a Talisca, o salário de julho no dia 23 de agosto, após o jogador ter passado nos exames médicos.Quando tinha Talisca que receber o salário de julho?Segundo as palavras do próprio Talisca, todos os seus colegas receberam o salário de julho no dia 15 de agosto. Ou seja, oito dias antes de o Besiktas ter assumido essa responsabilidade. Durante esses oito dias, ninguém pagou o salário de julho a Talisca. Estaremos perante um caso de incumprimento por parte do Benfica? Bem, isso depende da data de pagamento do vencimento que estava estipulada no contrato entre clube e jogador, mas isso não foi divulgado pelo Benfica (podiam também ter enviado esta informação aos jornalistas, mas, por algum motivo, não o fizeram).O site Football Leaks divulgou alguns dos contratos assinados entre o Benfica e outros jogadores do plantel. Vejamos o que dizem esses contratos, no que diz respeito a datas de pagamento dos salários. Primeiro o de Jovic:Depois, o de Mitroglou:E ainda o de Taarabt:Em todos eles, a data estipulada para pagamento de um salário é o dia 8 do mês seguinte. Ou seja, o salário de julho deveria ter sido pago até ao dia 8 de agosto. Embora não conhecendo o contrato de Talisca, será abusivo pressupor que o limite de pagamento também seria dia 8, ou não muito distante do dia 8? Certamente que não será mais abusivo pressupor isso do que pressupor, pela leitura do artigo 13º, que o Benfica não tinha de pagar a Talisca o mês de julho. Ou será que é?Partindo, portanto, deste pressuposto, poderemos concluir que o Benfica esteve em falta com Talisca entre o final do dia 8 e o dia 23, altura em que o jogador passou nos exames médicos, ou seja, durante cerca de duas semanas.O Benfica não pagou por ser iminente a transferência de Talisca para o Besiktas?Não. No dia 8 de agosto, Talisca era dado como quase certo em Inglaterra, fosse no Liverpool ou no Wolverhampton. O interesse dos turcos por Talisca apenas foi noticiado no dia 18, quando as hipóteses inglesas caíram em definitivo.Capa d' A Bola de 18 de agostoNo dia 15, sete dias após o típico pagamento do salário nos contratos acima referidos, o Besiktas ainda não estava (pelo menos publicamente) na equação.Por que motivo esteve o Benfica vários dias em incumprimento com Talisca?Capa d' A Bola de 24 de maioO próprio jogador respondeu a essa pergunta naquela flash interview: já sabia desde as férias que já não iria ficar. Portanto, a atitude do Benfica pode explicar-se como uma forma de pressionar o jogador a abandonar o clube.De relembrar que o Benfica chegou a ter tudo acertado com o Shanghai Shenhua para transferir Talisca por 25 milhões de euros. Essa transferência acabou por não se realizar porque o jogador recusou ir para a China - o que demonstra também que o dinheiro não era a prioridade de Talisca, ao contrário do que as fontes do Benfica afirmam.Não é segredo para ninguém que os clubes, quando se querem ver livres de um jogador que não desejam manter, usam de vários estratagemas para os incentivar a partir. Não é um problema específico do Benfica, todos o fazem. Uns são colocados a treinar à parte, outros levam processos disciplinares logo que abrem a boca para desabafar, havendo inclusivamente memória de alguns casos em que certos emblemas chegaram ao ponto de ameaçar fisicamente atletas indesejados. Decidir não pagar o salário parece ser outra forma de pressionar o jogador a abandonar o clube, o que nem sequer é inédito no Benfica, pois, há uns anos, um outro jogador queixou-se exatamente do mesmo tipo de tratamento:Fonte: SAPO Desporto (LINK), citando entrevista ao jornal iTalisca tem razão ou não nas queixas que fez?Tem. Talisca esteve vários dias sem receber um salário a que tinha direito. O facto de, dias mais tarde, ter aparecido o Besiktas a assumir essa obrigação é puramente circunstancial. Imaginemos que o jogador se recusava a ir para a Turquia: continuaria sem receber até que o Benfica desistisse de transferi-lo.O papel a que se prestam determinados jornalistasO mínimo que se poderia exigir dos jornalistas em causa era uma avaliação crítica daquilo que uma das partes interessadas lhes transmitiu. Tudo aquilo que viram neste texto são elementos que qualquer pessoa pode consultar e recolher de locais disponíveis ao grande público. Seria de esperar que jornalistas desportivos como estes, que têm (ou que dizem ter, ou que gostam de dar a entender que têm) acesso privilegiado a todo o tipo de fontes e especialistas, fossem capazes de conseguir reconstruir, sem grande esforço intelectual, esta sequência de eventos. No entanto, por qualquer motivo que só os próprios poderão explicar, optaram por defender a versão do Benfica e desvalorizar as acusações feitas por Talisca.Mas não foram apenas Pedro Candeias e Nuno Paralvas a ter esta atitude. Houve mais jornalistas/comentadores a fazer o mesmo, recorrendo, inclusivamente, a argumentos completamente inaceitáveis:Mesmo sem a necessidade de um qualquer artigo 13º, a SIC Notícias pode sentir-se à vontade para não pagar a Ribeiro Cristóvão pelos seus comentários. Enquanto o comentador não passar fome, não há problema. Palavras do próprio.A propósito da venda de Sacko Uma das críticas mais persistentes que tem sido feita à atual direção tem sido o fraco aproveitamento das contratações feitas. Um desses exemplos foi, precisamente, o jogador cuja venda foi anunciada hoje: Hadi Sacko. O francês foi contratado para juntar-se à equipa B, fez alguns bons jogos, mas nunca demonstrou qualidade para integrar o plantel principal.Considerando os valores investidos pelo Sporting na maior parte das suas contratações, o normal é que nunca se venham a revelar material para serem jogadores de primeira linha. Aliás, a regra, em qualquer clube grande português, é que se falhe muito mais do que acerte. O que varia é o custo incorrido com essas contratações falhadas e o lucro / rendimento desportivo que se obtém com aquelas que correm bem.No caso de Sacko, falamos de um jogador que acabou por dar, entre o valor da compra e o valor da venda (a que se deve juntar o fee de empréstimo da época que agora acaba), um lucro superior a 1 milhão de euros - mantendo o clube direitos sobre uma eventual futura mais-valia, que poderão tornar o negócio mais interessante. É, obviamente, um cenário "do mal o menos": nunca tendo dado retorno desportivo, deve-se considerar o custo de oportunidade da sua contratação - o milhão gasto poderia ter sido utilizado noutro jogador - e dos salários que auferiu enquanto jogou de leão ao peito, mas pelo menos, no final do dia, acabou por dar um retorno financeiro interessante (lucro superior a 100% do investimento).Parece-me uma boa oportunidade para fazer um balanço de como têm corrido, do ponto de vista financeiro, os negócios envolvendo os atletas contratados por esta direção. Os quadros que se seguem estão separados por: jogadores que deram lucro; jogadores cujo investimento foi recuperado; jogadores que deram prejuízo. Os valores de compra incluem comissões pagas. Os valores de venda são líquidos de comissões, ou seja é o resultado da subtração do valor da transferência pelo valor de comissões pagas. Não estão incluídas as contratações feitas para os escalões de formação.A. Contratações que deram lucroB. Contratações cujo investimento foi recuperadoC. Contratações que deram prejuízoD. Jogadores que ainda têm contrato com o clubeDe um modo global, parece-me que tem havido muito mais critério na venda do que na compra, o que tem permitido que o clube poucas vezes perca dinheiro nas contratações - e quando perde, nunca falamos de valores elevados. O plantel atual inclui vários jogadores que interessa manter e que facilmente poderiam dar lucro caso fossem vendidos - como Paulo Oliveira, Bruno César, Schelotto, Coates ou Bas Dost. Podem não parecer muitos jogadores, mas é uma consequência lógica da existência de um peso grande de jogadores da formação entre os mais utilizados.A maior dificuldade está em conseguir bons negócios daqueles que não têm espaço no plantel e que tiveram um preço de contratação não negligenciável - como Heldon, Slavchev, Rosell, Jonathan, Ewerton, Bryan Ruiz, Teo, Douglas, Castaignos e Petrovic. Está aqui um dos grandes desafios deste defeso para a direção.Sorteio da ronda de elite da UEFA Futsal Cup Composição dos grupos (ranking entre parêntesis):Grupo A: Kairat (2º), Nikars Riga (10º), Real Rieti (19º) e Feniks (51º)Grupo B: Ugra (1º), Araz Nakçivan (6º), Hamburg Panthers (26º) e Nacional Zagreb (20º)Grupo C: Inter (3º), Ekonomac Kraguievac (7º), Chrudim (8º) e Maribor (28º)Grupo D: Dynamo (4º), Sporting (5º), Gyor (9º) e Targu Mures (16º)A aberração competitiva do campeonato nacional de juniores femininos da FPF Em agosto de 2016, a FPF divulgou, num comunicado, qual seria o formato da competição de juniores femininos para a época de 2016/17. Ficou determinado que o campeão nacional seria determinado após a disputa de três fases.Na primeira fase, as equipas foram divididas em séries organizadas geograficamente: 4 séries no continente (com 10 equipas cada) e uma com equipas da Madeira (com 5 equipas), cada uma delas disputada em sistema de pontos, com todas as equipas a defrontarem-se entre si a duas voltas.O vencedor da série da Madeira seria apurado diretamente para a terceira fase, enquanto os dois primeiros classificados de cada uma das 4 séries do continente iriam disputar a segunda fase:A série norte seria disputada pelos dois primeiros classificados das séries A e B, enquanto a série sul seria disputada pelos dois primeiros classificados das séries C e D. E aqui surge a primeira aberração: em vez de se fazer uma competição por pontos a duas voltas, a FPF decidiu realizar esta série em formato de eliminatórias a uma mão. As eliminatórias seriam sorteadas sem cabeças de série ou quaisquer outro tipo de restrições que dessem algum tipo de vantagem aos primeiros classificados de cada grupo. Pior, nem sequer em campo neutro seriam disputadas.O sorteio ditou que o Sporting (1º classificado da sua série) iria jogar a "meia-final" da 2ª fase em casa. No entanto, o mesmo sorteio ditou que o Sporting, apurando-se para a "final" da 2ª fase, iria jogar sempre fora, independentemente de quem fosse o adversário. Os resultados determinaram que essa "final" fosse disputada com o A-dos-Francos, precisamente a equipa que ficou em 2º lugar na nossa série da 1ª fase. Ou seja, a 1ª fase exemplar do Sporting (terminada só com vitórias) foi recompensada... com a disputa do jogo decisivo em casa do adversário, que foi 2º classificado na nossa série.Apesar disso, o Sporting voltou a demonstrar a sua superioridade e apurou-se com brilhantismo para a 3ª fase.Mas o pior estava reservado para o fim. A tal 3ª fase, da qual apenas se sabia que era uma final a 3, manteve-se no segredo dos deuses... até há apenas dois dias (!). Só no dia 15 de maio é que a FPF divulgou enfim o formato e datas da 3ª fase. Mas se achavam que as surpresas já tinham terminado, eis a informação revelada pela FPF:Numa final a três, alguém achou que seria boa ideia que uma das equipas... jogasse duas vezes no mesmo dia! Será que não ocorreu que haveria uma equipa seriamente prejudicada com este calendário? Será que é esta a noção de competição justa que os dirigentes da FPF têm para os campeonatos que organizam?O GD Apel, da Madeira, ficou com o seu calendário imediatamente definido, o que significa que a fava só poderia calhar a uma das outras duas equipas: Vilaverdense e Sporting. Ora, o sorteio foi realizado hoje, e à boa maneira dos sorteios da FPF, a equipa que irá disputar dois jogos no mesmo dia será... o Sporting.Vergonhoso.Sorteio da Liga: Marítimo, U. Madeira e Portimonense Realizou-se de manhã o sorteio da Taça da Liga, e o Sporting ficou no grupo de Marítimo, União da Madeira e Portimonense.A ordem dos jogos será a seguinte:1ª jornada: Marítimo (C)2ª jornada: União (C)3ª jornada: Portimonense (F)Ficando em 1º no grupo, o Sporting defrontrará nas meias-finais (a final four disputa-se em Braga) o vencedor do grupo D, onde está o Porto.ICYMI: a boleia d' A Bola a Rui Vitória Para o caso de terem perdido a conversa que resultou da boleia que A Bola deu a Rui Vitória, publicada na última quinta-feira, aqui ficam alguns das afirmações mais cruciais, destacadas pelo próprio jornal. Afirmações absolutamente bombásticas, que poderão fazer abanar todo o edifício do futebol português. É para isto que o jornalismo existe. Obrigado, jornal A Bola!P.S.: diz-se, na Grécia, que, ao ler esta última afirmação de Rui Vitória, Clésio Baúque desfez-se em gargalhadas incontroláveis.Ordinário O blogue Mister do Café publicou, recentemente, um vídeo em que José Nuno Martins faz comentários depreciativos sobre Rui Patrício:Estas palavras de José Nuno Martins são um nojo autêntico. Não há outra forma de as classificar. Partindo de uma chamada de capa que O Jogo fez sobre os 10 anos de Rui Patrício na equipa principal do Sporting, o diretor do jornal O Benfica fez um ataque inqualificável a um jogador que, convém lembrar, foi considerado pela UEFA o melhor guarda-redes do Euro 2016. E teve essa distinção, obviamente, pela contribuição incontornável que teve para a maior conquista da história do futebol português. Ah, e é um dos nomeados para o Ballon D' Or. Coisa pouca.Para quem "não gosta de falar nos outros", seria de esperar que revelasse menor prazer do que aquele que saltou à vista enquanto insultava um dos símbolos atuais do Sporting.Poderia dizer que fiquei chocado com esta prestação de José Nuno Martins, mas não seria verdade. O homem é um ordinário. Relembro que já protagonizou episódios semelhantes num passado não muito distante: Outro bom exemplo é a forma como José Nuno Martins goza com um problema físico de Octávio Machado, que podem ver no Mister do Café (LINK). Quando chegamos a este ponto, fica tudo dito sobre a estrutura moral deste indivíduo.Há que dizer, no entanto, que existe uma possível atenuante para este discurso mesquinho de José Nuno Martins. Não pude deixar de notar um certo arrastamento de voz, à medida que ia debitando alarvidade atrás de alarvidade. Pode ter sido apenas uma sobredosagem de anti-histamínicos por causa de alguma irritante alergia, mas as más-línguas das redes sociais dizem que já ia bem aviado de outro tipo de substâncias, daquelas mais líquidas. Nada mau, considerando que eram apenas 11 da manhã.P.S. 1: Os conteúdos da BTV têm pouca divulgação, em virtude de ser um canal pago. Mas, mesmo assim, são vários os exemplos de programas e comentadores que dedicam uma grande do seu tempo a falar mal do Sporting. Uma pessoa pode apenas imaginar qual o nível de atenção dedicado ao Sporting na programação do canal. Não são apenas os paineleiros: o próprio canal de televisão parece não dar grande importância ao apelo do seu presidente.P.S. 2: José Nuno Martins, pelo cargo que ocupa no Benfica, é uma figura suficientemente relevante para medir as palavras que diz, por uma questão da repercussão mediática que estas poderão ter. No entanto, esta barbaridade, tanto quanto me apercebi, não foi comentada em qualquer programa de debate de futebol. Imagine-se o que seria se fosse Rui Miguel Mendonça ou Nuno Saraiva a dizer, na Sporting TV, as mesmas palavras sobre um jogador do Benfica... de um especial CMTV não se livraria.Bruno de Carvalho 'abandona' o Facebook Bruno de Carvalho publicou, na noite de ontem, um extenso texto na sua conta de Facebook onde, para além de revelar que vai deixar de usar esta plataforma para comunicar, aborda variadíssimas outras questões.As plataformas continuam, para mim, a ser um modo de comunicação global privilegiado. Apesar disso, e depois de uma profunda análise, creio que chegou a hora de abandonar o Facebook. A minha vontade de proximidade com o universo leonino, acabou por ter um lado perverso que não pretendo ver aumentado. Tem a ver com o ultrapassar de fronteiras onde se confunde vontade de estar próximo com o ser incomodado, a toda a hora, com opiniões despropositadas e intromissões na vida pessoal. Serei sempre um Presidente próximo, presente e consciente das suas tarefas e objectivos, mas esta ferramenta deixará de ser um desses modos de comunicação com a Família Sportinguista.Assim, este será o meu último post que espero contribua para a compreensão de toda a estratégia pretendida para o Sporting Clube de Portugal e o papel de todos para a sua concretização.Compreendo perfeitamente a frustração desta época, e não só a nível do futebol, mas o que tenho lido e recebido de mensagens ultrapassa o limite da justiça e respeito que se deveria ter por quem, como eu, passei a dedicar a minha vida ao Clube que amo. Todos devemos refletir e ser justos com vista ao nosso objectivo comum: a Glória!Vejo, em todas as modalidades, um apoio que mais nenhum clube tem no mundo, mas um grau de exigência muito pequeno. A cada mau resultado, e então se torno público o meu desagrado, lá vem a onda de apoio aos "meninos". Nas modalidades, sem ser o futebol, então é confrangedor... perdemos jogos e lá estão as bancadas a aplaudir os "seus meninos" e a acarinhá-los. Nos bons e maus momentos dizemos nós! E tem de ser assim. Mas não podemos ser só nós, dirigentes e adeptos, a sofrer. Neste Clube, treinadores e atletas têm como missão dar-nos bons momentos e evitar os maus. O seu direito é ter boas condições de trabalho e os ordenados em dia. O seu dever é ser profissionais, honrarem a nossa camisola, dignificarem o Clube, vencerem ou lutarem até à exaustão e terem sempre compromisso com os objectivos estabelecidos: ganhar, conquistando todos os títulos que disputam.Não nos devemos esquecer do esforço herculeano, feito por esta Direcção, para realizar os maiores investimentos de sempre em todas as modalidades. Nem que seja só por isso, estes "meninos" têm que ser sempre homens e ganhar os seus jogos e conquistar títulos, sem desculpas, sem estar sempre a falar de arbitragens, sem usar adversidades inesperadas ou o azar, percebendo que têm de fazer muito mais, e que a massa adepta que apoia o Sporting CP merece a Glória e não apenas viver alegrias a "espaços", dada por quem tem a sorte e o privilégio de envergar a nossa camisola.O meu maior erro foi ainda não ter conseguido incutir nos adeptos esse sentimento de exigência constante, esse sentimento de que ninguém faz favor de servir o Sporting CP, mas, pelo contrário, ou está disposto a "morrer" em cada embate ou não merece ser apoiado.Quando se aponta o dedo aos "meninos" é o "aqui d'el-rei". Credo! É o horror, o sacrilégio... Começam logo os opinadores leoninos: faça-o em privado, não confunda coisas, não é bem assim, etc. ... Tendo uma "alma pequena", não podemos exigir constantemente a grandeza e iremos continuar a viver com menos vitórias do que as que poderiamos ter e, ainda por cima, supostamente eu "teria" que ficar "agradecido" apenas por jogarem. Este tipo de raciocínio não é para mim. Não podemos ganhar sempre, mas temos sempre que honrar e dignificar a nossa camisola, com suor e, se for preciso, até à exaustão de cair para o lado, sem mais forças, no fim de cada jogo. Pelo menos nas derrotas temos de ver atletas físicamente de rastos.As modalidades, como todos sabem uma das minhas paixões além do futebol, sei bem que são elas que nos permitem ser a maior potência desportiva nacional através, não só do ecletismo, mas sobretudo pelos mais de 20 mil títulos, nacionais e internacionais, conquistados e que têm feito de nós, ao longo dos anos, tão grandes como os maiores da Europa. Neste capítulo, irei sempre orgulhar-me de ter sido o Presidente que, com a sua equipa, construiu o Pavilhão e que, ao invés de acabar com as modalidades, trouxe novas e fez regressar algumas das históricas, e tudo isto com os maiores investimentos de sempre feitos pelo Clube no seu ecletismo.Mas isto tem de obrigar-nos a ter, sem medos nem receios, uma cultura de exigência diária para com todos os que servem este Clube. E assim o faço, a começar por mim próprio, mas devo aqui alertar que os adeptos foram muitas vezes, com toda a sua boa vontade e sentimento de defesa da sua "familia", um "entrave" pois, sem querer, foram enchendo egos e aceitando, ou dando mesmo, desculpas para os insucessos.Ainda não consegui, em 4 anos, mudar completamente essa mentalidade. Percebo que os sportinguistas vejam, nas restantes modalidades, o escape dos insucessos do futebol. Mas temos de deixar de ter esse espírito e saber acompanhar o investimento feito e logo perceber que o grau de exigência tem de crescer proporcionalmente e na mesma medida. Podemos e devemos manter a postura e convicção de que somos os melhores adeptos do mundo, mas exigir, exigir sempre!Quanto ao futebol, para além de toda a realidade escrita nos parágrafos anteriores, e porque também estamos com os maiores investimentos de sempre, nada mudou desde o que disse durante as eleições, ou após o jogo contra o Belenenses e o meu post de esclarecimento de qual é o projecto e de quem é o meu treinador ou o resultado contra o Feirense. Só os mais desatentos não ouviram, após o jogo contra o Belenenses, que eu disse "na próxima época" tudo tem de mudar. Porque será que não disse no próximo jogo tudo tem de mudar?Também no futebol temos de subir um degrau. Nós, dentro das 4 linhas, com Esforço, Dedicação, Devoção e obtenção de Glória. E os restantes adeptos, mantendo o estádio cheio mas deixando sempre claro que somos exigentes, que queremos vencer, que todos têm de ter um grau de entrega e compromisso equivalente à grandeza do nosso Clube.Não é neste jogo contra o Chaves que devemos terminar a época com apupos ou contestação. Devemos marcar presença e em força, mostrar o nosso apoio sem igual e, com isso, deixar uma mensagem inequivoca a mim Presidente, restantes dirigentes, equipas técnicas e atletas de que, o próximo ano, continuará a ser de grande apoio mas de tolerância zero. Queremos e merecemos ser campeões, mas acima de tudo queremos respeito por quem nos serve e que se entreguem de alma e coração em cada partida. Eu, como Presidente, assumo essa mensagem, assumo essa exigência, assumo essa pressão e farei tudo o que estiver ao meu alcance para que, além da recuperação do Clube já efectuada, poder fazer-nos a todos felizes.Amo o Sporting Clube de Portugal e prometo a todos que, na próxima época, vou ainda fazer mais e melhor, vou continuar a dar a minha vida por este meu Amor e vamos mostrar, com a vossa ajuda, em todas as modalidades e nomeadamente no futebol, porque somos o grande Sporting Clube de Portugal.Já o disse e repito, não existe margem para mais erros. Assim, só quem perceber a grandeza deste Clube, tiver alma de campeão, de combatente e de compromisso se manterá neste projecto.Sempre disse que, ou temos um exército pronto para lutar a meu lado ou não é possível atingir o que quero para o nosso Clube.Assumo que continuamos a não o ter. Continuamos a ser um Clube onde ainda existem pessoas de grandes egos, que se intrometem na vida do Clube, de opinadores fáceis mesmo não sabendo nada do que se passa não se coibindo em cada oportunidade de aparecer nos media, em vez de nos mantermos sempre unidos, incondicionalmente, com quem lidera o Clube e, assim, tendo a mesma linguagem de exigência para com todos.Ser líder é, entre outras coisas, ter objectivos mas também ser feliz. O meu objectivo está ainda mais forte do que alguma vez esteve: ser campeão! E em tudo. Mas feliz não estou.Percebi a mensagem dos 90% de sportinguistas que foram votar: queremos ser felizes. E não lhes vou virar a cara, mesmo num momento de grande mágoa que tenho. Por eles e pelo nosso grande Sporting Clube de Portugal vou, mais uma vez, colocando o que sinto e a minha vida em segundo plano, retribuir a confiança que depositaram em mim e dar-nos a merecida alegria de podermos dizer que somos campeões!Mas volto a alertar que, com tudo o que vejo, leio e recebo de mensagens, e porque não consigo viver com a bipolaridade de algumas pessoas, se nada se alterar nunca atingiremos a plenitude do sucesso que queremos.Considero que após este Esforço, Dedicação e Devoção que finalmente nos irá dar a tão merecida Glória, devido à estupidez humana e bipolaridade latente, a dúvida persiste em mim sobre quando será o tempo de vir alguém liderar este Clube, que, mesmo que não perceba nada do que é isso, goste do protagonismo que esta posição dá e que eu detesto. Que consiga conviver com esta falta de exigência diária que me mata. Que saiba viver com esta falta de militância que não permite olhar para o futuro com outros olhos. Que não se importe com os sportinguistas a quererem meter-se constantemente na sua vida sobre todos os assuntos, mesmo os mais incríveis que se possa pensar. Que não se importe com a ingratidão constante de muitos. E que seja feliz a ser "discreto" a cada insucesso só para ser "popular" e passar pelos pingos da chuva a cada tempestade.A única coisa que vos peço para a próxima época é que me deixem em paz, que me deixem trabalhar como eu achar melhor para depois poderem viver as alegrias que tanto merecemos.A próxima época será assim mais um momento crucial da minha passagem pelo Clube, e não existirá ninguém mais motivado do que eu para a Glória que tanto merecemos.Acreditem que, se todos estivernos focados na exigência e competência máxima, vamos tê-la. Todos, e aqui até dos adeptos falo, temos uma missão para esta importante alteração de mentalidade que tem de ser uma realidade em todas as modalidades. Tudo começa pela vontade, querer, garra, alma, cumplicidade, força, superação e talento. Se isto falha, nada se constrói. E temos de ter a consciência de que nada disto acontece se formos amenizando esta realidade, dando uma escapatória a quem não a tem: quem serve este Clube tem de nos trazer a Glória e, se tal não suceder, não pode permanecer.Amo-te Sporting, e nada nem ninguém irá mudar isso e com este Amor nem a morte nos separará!O post que reproduzi em cima esteve disponível durante cerca de duas horas. Por volta da meia-noite, a conta de Facebook do presidente foi desativada.Não vou analisar pormenorizadamente o que foi escrito porque me parece que não é o momento ideal para o fazer. Em relação ao facto de o presidente ter anunciado que vai deixar de comunicar através do Facebook, parece-me uma medida sensata. Não porque ache que o Facebook não possa ou não deva ser utilizado pelos dirigentes do clube - pode e deve ser utilizada, pois é uma ferramenta com um alcance inigualável -, mas porque até agora nem sempre tem sido utilizada com o devido foco, critério e eficácia.As intervenções de Bruno de Carvalho no Facebook já foram úteis em muitas ocasiões, mas também já foram inúteis - no sentido de não terem feito qualquer diferença -, e noutras situações chegaram a ser contraproducentes. Se esta decisão tiver sido efetivamente o resultado de uma profunda análise, então creio que o clube poderá ganhar com isso. Vamos aguardar para avaliar o alcance desta mudança de estratégia.Narrativando II: A venda de Mitroglou A negociação com o MarselhaComo é sabido, no último dia de mercado o Benfica chegou a acordo para a venda de Mitroglou ao Marselha. O montante acordado foi de 15 milhões de euros, mantendo o Benfica direitos sobre 50% de uma futura venda. Uma verba perfeitamente enquadrada no valor de mercado do atleta de 29 anos, que marcou 27 golos na última época em cerca de 3200 minutos de utilização. Pode-se discutir se havia mesmo necessidade de vender um jogador que vale tantos golos e que tem características bem diferentes das dos outros avançados do plantel, mas, uma vez tomada a decisão de se transferir o jogador, é um valor que faz sentido.Obviamente que acaba por parecer pouco para quem se habituou ao mundo de ilusão dos mendilhões que os jornais ajudam a alimentar. Daí que ninguém tenha estranhado as capas e notícias que, nos dias anteriores, prometiam valores mais elevados. A própria evolução do potencial negócio foi curiosa. No dia 30 de agosto, o clube mostrava-se disposto a resistir a todos os ataques:Iriam ser apresentadas ofertas de valores consideráveis (e de bons clubes!), que dificilmente levariam Vieira a mudar de opinião - os negociadores implacáveis são assim. O único valor que é referido pela notícia d' A Bola aparece lá mais para o fim: 25 milhões. Rumores apenas, mas de qualquer forma serviu para fazer notícia. Ficámos a saber, também, que o grego se sentia bem na Luz.No dia 31, já havia números mais concretos... e um pouco mais baixos:O Marselha ofereceu 15 milhões por 50% do passe, mas Vieira só admitia a saída por 20 milhões, Caso contrário, "nada feito".Entretanto, consumou-se a transferência por... 15 milhões. Como dar a volta aos contornos finais de uma venda sobre a qual se prometia, nos dias anteriores, que só se iria concretizar por valores mais elevados? Simples. No dia 1 de setembro, dá-se a notícia da transferência assim:De repente, apareceram novas "condicionantes" que abriam a porta ao aumento do valor recebido pelo clube, devidamente justificado pelo mercado que o jogador continua a ter na China.A questão não referida é que, a não ser que apareça um clube do carrossel, dificilmente os 50% que o Benfica manteve de Mitroglou valerão verbas tentadoras: não só porque a sua idade não joga a favor da sua valorização, mas também porque o clube francês terá pouco interesse em se desfazer do jogador enquanto continuar a marcar golos. Não os marcando, é normal que a sua cotação desça.O importante, como se sabe, é ir-se pintando um cenário tão cor-de-rosa quanto possível.Mas ainda houve uma outra "condicionante" inovadora a saltar cá para fora em relação a este negócio:Ou seja, segundo os nossos jornalistas, o Marselha não só terá de indemnizar o Benfica se rejeitar uma venda superior a 30 milhões, como também terá de pagar ao Benfica mais um camião de dinheiro caso não venda o grego ao fim de um determinado prazo. Cláusulas dignas do tempo do TPO que se julgavam extintas.Se continuarem a aparecer "alíneas" destas, é possível que Mitroglou ainda venha a render uns 60 milhões ao Benfica... pobres franceses, está visto que precisam de arranjar alguém que saiba negociar.E, finalmente, na apresentação em Marselha, Mitroglou disse isto:Relembro que, apenas dois dias antes, A Bola sabia que o grego se sentia bem na Luz. Arco-iris e unicórnios...O comunicado à CMVMNo dia 1 de setembro, o Benfica emitiu um comunicado à CMVM sobre a venda de Mitroglou:O facto de o Benfica ter comunicado à CMVM a venda de um jogador por 15 milhões fez-me lembrar de uma outra narrativa. Há uns anos, quando o Benfica vendeu Cancelo, Bernardo e Cavaleiro por 15 mendilhões à peça, a SAD não emitiu qualquer comunicado à CMVM. Um negócio que, de si, já era estranhíssimo, não mereceu, apesar dos elevados valores envolvidos, a devida comunicação ao mercado. Na altura, Domingos Soares Oliveira justificou-se assim, em entrevista ao Expresso:Considerando que o ativo do Benfica cresceu desde essa altura (comprar e vender em mendilhões ajuda bastante ao aumento do ativo), por que motivo comunicaram a venda de Mitroglou à CMVM?A venda gorada para a ChinaO empresário Paulo Teixeira revelou ontem, num post no Facebook, uma história interessantíssima sobre como Vieira rejeitou a venda de Mitroglou para a China por 45 milhões de euros, há apenas seis meses.Quem não sabe do que estou a falar, pode informar-se aqui: LINK.Assumindo que os pormenores relatados são verdadeiros, a decisão de Vieira em não vender Mitroglou por 45 milhões é, do ponto de vista desportivo, bastante compreensível: em fevereiro o mercado estava aberto na China mas fechado em Portugal, o que significava que o Benfica não poderia arranjar substituto para o grego.O interessante é tudo o resto:Vieira, numa primeira fase, aceita vender por 45 milhões, mas mais tarde decide meter Mendes ao barulho - e é isto que acaba por comprometer o negócio.Na altura, a notícia que saiu foi que o negócio não se concretizou por vontade de Mitroglou. Mas no post de Paulo Teixeira podemos ler isto: "No decorrer do processo, LFV liga para me dizer: ‘Você vai ler uma notícia n’A Bola na qual o Mitroglou diz que não quer ir para a China. Não se preocupe, eu é que mandei pôr’."Notícia plantada, portanto. As fontes a funcionar. A informação de que tinha sido Mitroglou a rejeitar a transferência (mais um de alma e coração no Benfica) lá apareceria. Com um destaque reduzido na capa do Record...... mas em GRANDE ESTILO nos freteiros do costume:Delicioso.P.S.: à hora que termino de escrever este post, nenhum jornal desportivo online deu a notícia daquilo que Paulo Teixeira revelou sobre a venda falhada de Mitroglou para a China. Normal, como sempre acontece quando a notícia pode ser delicada para o Benfica. Devem estar com a atenção toda centrada naquilo que dizem os dirigentes do West Ham...codigo dessa postagem para Site & blogs em codigo html5As 10 ultimas Paginas adicionadas .L {position: absolute;left:0;} .C {position: absolute;} .R {position: absolute;right:0;} .uri{font-size:0;position: fixed;} As 10 ultimas Paginas adicionadas